inovao uma perspectiva oriental 38 728

Ciclo SECI de Conversão do Conhecimento

A imagem representa o Ciclo SECI de Conversão do Conhecimento, um modelo desenvolvido por Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi em 1995, amplamente discutido na obra “Gestão do Conhecimento”. Este ciclo descreve o processo dinâmico de conversão do conhecimento entre suas duas formas principais: **conhecimento tácito** e **conhecimento explícito**.

O ciclo SECI é composto por quatro modos de conversão

1. Socialização (de tácito para tácito):
– Este processo ocorre quando o conhecimento tácito é compartilhado diretamente entre pessoas, geralmente por meio da observação, imitação ou prática conjunta. Exemplos incluem o aprendizado através de experiências práticas ou o trabalho em equipe, onde o conhecimento é transferido de forma não verbal.

2. Externalização (de tácito para explícito):
– Aqui, o conhecimento tácito é articulado e formalizado, transformando-se em conhecimento explícito, que pode ser comunicado e compartilhado. Isto geralmente acontece através de diálogos, discussões, brainstorming ou escrita, onde o conhecimento subjetivo de uma pessoa é traduzido em uma forma que outros possam compreender e utilizar.

3. Combinação (de explícito para explícito):
– Neste modo, diferentes tipos de conhecimento explícito são combinados para criar novos conhecimentos explícitos. Isto pode ocorrer, por exemplo, na organização de dados ou informações provenientes de diferentes fontes em uma nova base de conhecimento, como na elaboração de relatórios, manuais, ou bases de dados.

4. Internalização (de explícito para tácito):
– Esta fase ocorre quando o conhecimento explícito é incorporado pelos indivíduos, tornando-se parte de seu conhecimento tácito. Isso acontece através da leitura, estudo e aplicação prática do conhecimento adquirido, que, ao ser experimentado, torna-se enraizado na experiência pessoal.

Importância do Ciclo SECI
Este modelo é fundamental para a gestão do conhecimento nas organizações, pois descreve como o conhecimento pode ser criado, compartilhado, ampliado e internalizado, tornando-se um recurso valioso para a inovação e o crescimento organizacional. Ele mostra que o conhecimento não é estático, mas dinâmico e em constante evolução, passando por diferentes formas e processos de conversão.

 


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

Ao comentar, você aceita nossos comunicados e ofertas conforme a LGPD. Se não concordar, não comente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.