Assistir, ajudar, cooperar, comungar, são vários os termos e expressões utilizados para ilustrar melhor o que se chama de caridade e vários são seus tons, nuances e desdobramentos.
O assistencialismo é paternalista e consolador, pois dá o peixe e não ensina a pescar. Geralmente é religioso, piegas, emocional e doutrinador. É o que deseja fisgar o ajudado para engordar as fileiras de seu time (proselitismo). É simpático e afaga as cabeças, egos e incentiva a preguiça mental e evolutiva. Adora fornecer gratuidades. É o que chamamos de tarefa da consolação[1].
A assistencialidade é o esclarecimento fraterno, sem empáfia, vaidade ou arrogância, mas com isenção emocional, sem proselitismo, que consola no início, sem hipocrisia e depois esclarece com franqueza elegante, mas com educação cordial. É o que chamamos tarefa do esclarecimento.
[1] Tarefas de consolação e tarefas de esclarecimento: são duas áreas, conceitos ou modos básicos de fazer a caridade (ou assistencialidade). A consolação dá o peixe, o esclarecimento ensina a pescar. Qualquer uma das duas pode ser priorizada, mas devem preferencialmente ser combinadas de forma adequada ao contexto.
Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.
Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”
E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.
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Obrigado por tão importantes esclarecimentos e da maneira prática que você aqui colocou. Vou indicar teu blog para os meus amigos.
Obrigado Yatra!