Não adianta fazer assistencialidade com palavras e expressões belas (“boas energias”; “paz e luz”; “irmão”, “Jesus”, etc). Assistencialidade se faz com amor, discernimento e ponderação. Assistencialidade feita com orgulho intelectual, afobação e sectarismo doutrinário pode surtir efeito contrário no assistente e no assistido.
Muitos dos problemas dos espíritos errantes são psicológicos (dos encarnados também) e, portanto, precisam de abordagem mais clínica do que religiosa. A consolação religiosa só preenche a carência afetiva do assistido por pouco tempo (logo o problema retorna). É preciso associar a técnica do conhecimento (Psicologia, Bioenergética, parapsiquismo, animismo, mediunismo, etc.) com o sentimento elevado antiarrogante chamado modéstia lúcida, às vezes com mansuetude, às vezes de forma enérgica, mas sempre ponderada e contextualizada em cada caso. Realmente não é fácil servir. Sou mero aprendiz.

