GOTAS DE SABER CONSCIENCIAL

A INTOLERÂNCIA

Participei, tanto pessoal quanto virtualmente de dois grupos que posso dizer serem semelhantes no conhecimento e nas teorias espiritualistas. São os dois grupos ou opções evolutivas no qual tenho mais afinidade e considero-as paralelas em alguns pontos e convergentes noutros.

Então, vou relatar um engraçado caso real que aconteceu comigo ao participar de listas de discussão na internet em cada um desses grupos.

Para começar, sempre me identifiquei, nunca me escondi atrás de apelidos denominados “Nicks” no jargão da internet. Num dos grupos – que eu considerava uma ala moderada – bastou eu utilizar uma única palavra, um termo, o neologismo HOLOPENSENE que me excluíram sem qualquer aviso ou justificativa.

Utilizei em um artigo totalmente técnico sem nenhuma abordagem pessoal, emotiva ou crítica, apenas discorri teoricamente. Alguns amigos meus testemunharam o fato, pois participavam comigo na lista.

Em outro grupo, bem ao contrário, utiliza regularmente o neologismo HOLOPENSENE eu também fui excluído por questionar cordialmente algumas teorias de seu guru, como sempre sem nada pessoal.

Os dois grupos são bastante preparados intelectualmente e possuem excelentes bagagens mentais e acervo de conhecimento, mas não suportaram qualquer refutação mesmo sendo ética, serena e respeitável.

Foi uma experiência bastante engraçada, que sei, não dá para analisar, muito menos julgar todo montante de tais opções evolutivas, mas é uma amostragem razoável da mentalidade base de tais linhas.

A intolerância e o desrespeito nos ensinam que maior espiritualidade é a ética, o respeito, a fraternidade, a paciência, o diálogo, os valores humanos, cujos intelectos controlados por pura paixão não dão conta do recado.

São pessoas que não toleram nem linhas e pensamentos bem semelhantes as suas, portanto, não toleram outras linhas mais distantes e outras religiões. É o exercício da intolerância e da antifraternidade humanas.


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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