UNIVERSALIDADE DO CONHECIMENTO X VERDADE RELATIVA DE PONTA

UNIVERSALIDADE DO CONHECIMENTO X VERDADE RELATIVA DE PONTA

Há um grupo bastante exclusivista, que só trabalha isolado, possui corpo de conhecimentos teóricos sofisticados, porém, comportamento religioso agressivo e fundamentalista com os colegas evolutivos, não vou identificar aqui. Este grupo está baseado no conhecimento e produção de praticamente UMA SÓ PESSOA que o conduz de forma presidencialista e ministerial. Seus conhecimentos, denominados “vivência pessoal” baseados no que chamam de “autopesquisa consciencial” são chamados de “Verdades Relativas de Ponta” – Verpons.

A proposta do líder de tal grupo é a “autopesquisa vivencial” para gerar a UNIVERSALIDADE DO CONHECIMENTO. Esta universalidade do conhecimento (também utilizada por Kardec na montagem do livro dos Espíritos), será um consenso estatístico gerador de um axioma que transformará aos poucos o Paradigma Cartesiano-Newtoniano num Paradigma Consciencial. Tal grupo está nominando as experiências pessoais exclusivamente de seus integrantes de “abordagem científica-vivencial”.

Quando queremos dizer transformar em consenso estatístico gerador de um axioma, vale lembrar aqui o mesmo que acontece com os sonhos, que não são fenômenos objetivos, porém são aceitos – o que é aceito pela maioria é um axioma -, porque cada indivíduo tem seus próprios sonhos (universalidade das vivências pessoais), havendo então um consenso quanto a sua existência, mesmo que não se compreenda o seu funcionamento. Do mesmo modo, os fenômenos PSI, a mediunidade, a experiência fora do corpo e os fenômenos bioenergéticos seriam experiências que podem ser constatadas e consensuadas por este ponto de vista e prática.

Mas, se declaram que as vivências pessoais de APENAS UMA PESSOA ou uma “microminoria” (que são exceção) como fazer valer a “universalidade do conhecimento? Sé algo já é verdade, então pronto! Acabou, ela está pronta, não precisa de refutação, de questionamento, afinal ela é verdade! Ainda mais se for de ponta! Concluiu tudo definitivamente, fechou! Não será esse um DOGMATISMO ABSOLUTO DE PONTA?

Ora, eu e meu grupo, minoria, exceção, ditando ao resto do mundo imperativamente através da orgulhosa e vaidosa expressão “verdade relativa de ponta” contra o consenso mundial das vivências pessoais do resto da humanidade!!!

Ou é “verdade relativa de ponta” e não é universalidade do conhecimento, ou é universalidade do conhecimento e não é “verdade relativa de ponta”! Simples assim! Além do mais, o clubismo, o exclusivismo consciencial, o autoisolamento da elitização financeira e intelectual, não permitem um relacionamento sadio, de troca, de ensino-aprendizagem, com o resto do mundo, afinal a “verdade” de forma isolada, basta a si mesma!

E o mais interessante é que TODOS os personagens mais proativos, projetores conscientes, parapsíquicos, médiuns ostensivos, escritores comunicativos debandaram de lá há muitos anos e  restou muita gente imatura e sem experiência PSI e de “colocar a mão na massa e fazer a coisa acontecer”.

 


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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