O QUE É UNIVERSALISMO

O UNIVERSALISMO É UMA OPÇÃO DE LIVRE ARBÍTRIO

O ser humano, por sua natureza complexa, muitas vezes se fecha em microuniversos conscienciais estreitos, incapaz de abraçar a amplitude do universalismo, da flexibilidade mental e da flexibilidade de coração. Esta limitação torna-se mais evidente em questões de fé, doutrina, religião, filosofia e opção evolutiva. Mesmo entre os homens de ciência, dogmas pessoais e crenças limitantes paradigmáticas são cultivados, todos proclamando ser detentores da “verdade”.

A diversidade de escolhas é enriquecedora, mas a postura de afirmar que apenas uma perspectiva contém a “verdade” ou representa a verdadeira evolução é, na minha visão, um empobrecimento lamentável. As “verdades” proclamadas são, na realidade, pessoais e paradigmáticas, cada uma refletindo o tamanho do conhecimento individual, que vai muito além das fronteiras culturais e de crença.

A intransigência e o fanatismo exacerbam ainda mais essa limitação, transformando a defesa das “verdades” em um cenário de emocionalismo analfabeto e estreiteza intelectual. A visão de mundo como um tubo de PVC de 2 metros de comprimento, onde apenas a rodinha no final é percebida, é uma metáfora poderosa. Ignorar o que não se quer ver ou compreender é um ato que contraria a essência do espiritualismo universalista, que exige uma mente e um coração mais abertos e flexíveis.

A expressão “Não se oferta universalismo a intransigentes” pode parecer irônica, mas é uma reflexão que destaca a resistência daqueles que estão presos aos seus tubos de PVC. Essa ironia, longe de ser agressiva, serve como uma semente de esclarecimento consciencial, plantada nos chacras coronários, esperando germinar em futuras reencarnações.

O livre arbítrio, entendido como um princípio moral, ético e cosmoético, abrange não apenas escolhas individuais, mas também um desejo constante de aprender, ampliar a mente e cultivar a flexibilidade emocional. A busca por meditação, equilíbrio e serenidade é fundamental nesse processo.

Para compreender verdadeiramente o universalismo, é necessário cultivar a lucidez e o discernimento consciencial. A lucidez, com sua percepção mais presente no contexto espaço-tempo, e o discernimento consciencial, com sua amplitude vertical e horizontal, são as chaves para entender os aspectos mais profundos e verdadeiros do espiritualismo universalista. Ao incorporar essas virtudes, podemos transcender as limitações dos tubos de PVC e abraçar uma visão de mundo mais ampla e inclusiva.


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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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