FORA-DA-JUSTIÇA-SOCIAL,-NÃO-HÁ-SALVAÇÃO-

FORA DA JUSTIÇA SOCIAL, NÃO HÁ SALVAÇÃO

Fora da Justiça Social, não há salvação possível para o espírito coletivo.
Não porque falte o mérito individual, mas porque a redenção de uma civilização se mede pelo cuidado com seus últimos e mais esquecidos integrantes.

Sem equidade de direitos, não há civilização, apenas um pacto de conveniências travestido de ordem.
Onde a lei protege uns e condena outros à margem, o tecido social se corrompe, e a própria ideia de humanidade comum se esvai como névoa ao sol.

Se todos não defendem o direito de todos, o dinamismo da evolução consciencial se esteriliza.
Porque a consciência não amadurece no isolamento, mas no confronto fraterno com a alteridade, e todo avanço que não seja compartilhado é apenas um deslocamento de privilégios.

O materialismo, em si mesmo neutro como a ferramenta, tornase nefasto quando a distribuição da riqueza ignora a justiça.
Acumular sem partilhar não é riqueza, é sepulcro de possibilidades, e o prazer solitário do ter, quando há quem nada tenha, é o princípio da anestesia moral.

Uma sociedade onde a renda não flui com equidade e humanidade não superou, em essência, a lógica escravagista.
Mudase o nome das algemas, modernizamse os mecanismos de domínio, mas o espírito permanece o mesmo: o privilégio de poucos construído sobre a penúria de muitos. Civilização sem justiça distributiva é apenas um arremedo polido de barbárie.

Ramatis, por Dalton Campos Roque

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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