COMUNICAÇÃO-ESPIRITUAL-E-PARAPSÍQUICA

COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL E PARAPSÍQUICA

Comunicação Espiritual[1] Parapsíquica

Vivenciamos sensação relativa de comunicação com a extrafisicalidade, manifestada em intervalo dimensional de tempo e espaço. Essas camadas dimensionais ou dimensões conscienciais são planos sobrepostos e interativos com enorme quantidade de vida. (A vida vai muito além da mera dimensão física.)

A imersão naquelas camadas dimensionais é gradativa, em função da sutilização consciencial ou evolução do ego para o sentido do não-ego. A sutilização consciencial gera depuração energética ou bioenergética (como queira) nos veículos de manifestação da consciência[2] (sejam quais forem), nas respectivas dimensões que habitarem.

(Não mistifiquem esses processos, por si só altamente complexos às mentes terrenas, de difícil exposição linear e temporal ao cérebro físico.)

Ao se migrar de uma dimensão para outra, modifica-se o ponto de vista consciencial, a ótica bioenergética e o contexto do espaço-tempo, que, por sua vez, não acaba de repente: gradualmente se dilui “para cima”, isto é, “subindo-se” cada vez mais uma dimensão ou N=N+1. “Subir” significa habitar-permear-interagir com a dimensão em questão.

A evolução natural de todos os seres (conscientes e inconscientes) ocorre nesse idêntico sentido. O ser humano procura a unidade sob o prisma individual (o eu e o ego), mas a evolução tende para o zero, ou seja, para o cosmos ou universo.

O problema mais difícil é trazer as idéias de “cima” para “baixo”, em decodificar os pensamentos, para se manifestarem em dimensão mais densa (de natureza espaço-temporal, linear e sequencial).

Embora essas idéias e pensamentos transcendam o tempo e o espaço, têm de ser traduzidas na intrafisicalidade em expressão ou linguagem altamente limitada e tridimensional.

É preciso criar um rebatimento, uma espécie de espelhamento, um reflexo para trazer as idéias para “cá embaixo[3]”.

Muitos médiuns de psicometria intuitiva e projetores astrais sofrem em demasia tais processos. Às vezes, a ideia se perde totalmente por um tênue “fio de energia”. É como se a ideia ainda estivesse ali e houvesse perdido o contato. Ou como se houvesse luz e por um momento ocorresse a escuridão total.

Mesmo se eficiente o “rebaixamento” de ideia evoluída, sendo ela oriunda de camada dimensional maior, o processo de sua manifestação redunda em resultado, muitas vezes, quase desastroso.

Utilizamos pessoas (projetores e médiuns) com boas habilidades (neurolinguística consciencial), que sabem “pensar bem” e, por conseguinte, engendrar eficaz processo de comunicação verbal, escrita e bioenergética, a fim de nos comunicarmos com o lado material da vida, ou seja, com o plano dos encarnados (intrafisicalidade).

É comum as idéias parecerem contraditórias e paradoxais em vários sentidos e as imagens se deformarem em padrões de cores, perspectivas e padrões de energias. A escrita é a vítima mais fatal, quer da forma, por vezes inadequada, com a qual médiuns e projetores se expressam, quer de eventuais interpretações apressadas de leitores curiosos e impressionados e dos próprios médiuns e projetores que vivenciaram a experiência.

As boas comunicações dos espíritos emissores derivam da conjugação de energias de várias frequências ou padrões bioenergéticos, carregando várias camadas intelectuais (corpo mental) e várias camadas de sentimentos (corpos mental e emocional) muito bem ponderadas entre si, almejando-se o efeito ideal e levando-se em conta as previstas distorções naturais dos processos (decorrentes da dimensão densa) a espelharem a influência do médium (de perfil já conhecido pela espiritualidade) sobre a mensagem mediúnica.

Daí a importância da maior disciplina emocional e física possível de espiritualistas que querem se doar humildemente à luz, à vida e à espiritualidade, com vistas à evolução em conjunto.

Poderíamos, grosso modo, recorrer ao exemplo do espelho que, conquanto rebata a imagem real, gerando a imagem virtual, está escuro, trincado, desbotado e ondulado. Em conseqüência, propicia vaga ideia nublada do objeto original.

É interessante e curioso observar os médiuns tentando decodificar as idéias, bem como o seu processo físico-químico cerebral e sua manifestação verbal. O médium pára e sente toda a ideia, completa, perfeita e em bloco, mas, ao falar ou escrever, é como se fosse uma bolha de fumaça que se dispersa.

Por essa razão, pedimos a todos os médiuns e projetores astrais que insiram, de modo saudável, a espiritualidade no seu dia-a-dia (sem a ambição de se ajustarem às severas regras iogues ou a autoflagelações de determinadas práticas religiosas — de nada adianta violentar suas limitações fisiológicas e existenciais, comuns à maioria dos seres humanos, tenham ou não mediunidade e projetabilidade desenvolvidas). O resto é conseqüência.

Os demais conselhos são: comam boa comida, ouçam boa música, frequentem bons ambientes, andem com boas companhias, vistam boas roupas, cultivem bons sentimentos e pensamentos, leiam e estudem bastante, pensando em seus amparadores e alimentando o sonho diário de realizar ardentemente o que desejam, contanto que desejem praticar o bem.

Acreditem em vocês, vivam bem e amem a vida! Paz e Luz!

Ramatís

[1] Trata-se de texto intuído ao autor encarnado pelo espírito de Ramatís. Foi publicado originalmente na Internet em 2 de fevereiro de 2002. Naquela ocasião, o médium ainda não assinava com o nome do autor espiritual. Última revisão: 27 de dezembro de 2008.

[2] Consciência como sinônimo de Espírito.

[3] É este processo que cria as dislexias mediúnicas e a troca de consoantes simétricas.

 

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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