A DANÇA DA ALMA DA OBSCURIDADE DO CARVÃO À LUMINOSIDADE DO DIAMANTE

A DANÇA DA ALMA: DA OBSCURIDADE DO CARVÃO À LUMINOSIDADE DO DIAMANTE

Na teia sutil da existência, a jornada da alma se desenha como uma dança mágica, onde o ego, como o carvão mineral bruto na terra, e a consciência, qual diamante cristalino lapidado, entrelaçam-se em uma evolução poética. Nesta reflexão, inspirada na psicologia de Jung, na transpessoalidade e na ética cósmica, mergulharemos na narrativa encantadora que revela o crescimento da psique humana.

O ego, como o carvão formado nas profundezas da terra, é forjado por pressões e temperaturas que se assemelham aos desafios e vivências da vida. Assim como camadas de material orgânico se acumulam para criar o carvão, as experiências moldam o ego em sua opacidade inicial. A pressão, como mestre da metamorfose, simboliza as adversidades que, ao pressionarem a alma, esculpem a identidade humana.

Contrastando com a obscuridade do carvão, a consciência emerge como um diamante cristalino lapidado. A lapidação, cuidadosa e paciente, representa a jornada interior, a busca pela compreensão e a transformação pessoal. O diamante revela sua verdadeira beleza após o trabalho árduo de lapidar as arestas, assim como a consciência brilha com clareza à medida que evolui.

A psicologia transpessoal, com sua visão além do eu individual, introduz pressões transpessoais na dança da alma. Experiências místicas, transcendentais e espirituais elevam a consciência para esferas mais amplas, conectando-a a um cosmos de significado mais profundo. São essas pressões que, como mãos invisíveis, conduzem a dança da alma para além dos limites do ego, explorando os mistérios do ser.

No epicentro desta dança cósmica, a ética assume um papel central. A cosmoética, ética que abraça o bem-estar de todo o cosmos, torna-se guia luminoso. À medida que a alma evolui ética e moralmente, ela se torna parte integrante da vasta sinfonia cósmica, contribuindo para a harmonia universal.

Na tessitura do tempo, a dança entre o carvão e o diamante, entre o ego e a consciência, revela-se como uma obra-prima em constante evolução. Cada passo, cada pressão, cada lapidação contribui para a elegância dessa jornada. Que possamos, ao contemplar essa dança, reconhecer a beleza da alma que, sob pressões e temperaturas diversas, transcende a escuridão para emergir como um diamante luminoso, refletindo a luz do cosmos.

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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