FADA DO DENTE X FADA DO PORTAL

A FADA DO DENTE X A FADA DO PORTAL

Como sabemos, vivemos numa sociedade caótica, sem cultura e sem discernimento, muito menos a cultura e o discernimento consciencial, quero dizer, sob o ponto de vista do paradigma consciencial (entenda o que é paradigma aqui), embora, você leitor, que se arrisca por aqui, óbvio, não faz parte desse genérico grupo a que me referi.

Vemos muito misticismo, muita fé ingênua e irracional – muitas vezes uma fé preguiçosa também – e assim, criam-se mitos, lendas, contos, histórias, que esse inconsciente coletivo alimenta e realimenta no decorrer da história e das reencarnações. Existem os mitos, os arquétipos, o inconsciente coletivo, mas existe uma ingenuidade e uma fé simplória muito popular que poderia ser extinta se houvesse mais estudo, mais leitura e mais ciência.

Temos as histórias infantis, por sinal maravilhosas: Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, Os 3 porquinhos, etc. Temos os mitos encantados de Papai Noel, Coelho de Páscoa, que são criações meramente comerciais e exploratórias de um mundo sem cultura e sem discernimento. Temos as lendas: Saci Pererê, Curupira, Mula sem cabeça, Fada do Dente, creio que não há como contar, dependendo do local tais histórias variam, se modificam e rende ao infinito.

Eu sei que tudo tem seu papel, não sou radical, é preciso entender a questão nos sentidos: psicológicos, social, comercial, histórico, geográfico e da evolução psíquica humana por um prisma reencarnatório também.

Mas somos adultos, hoje somos mais bem informados, temos bibliotecas, muitos livros, muito material digital, a internet, e a mesma ingenuidade de sempre!

Antigamente era antigamente, mas hoje não justifica mais certas tolices para adultos, como:

Viu um cometa? Faça um pedido!

Jogue o dente no telhado e faça um pedido! A Fada do dente vai lhe atender.

Livro Portais-Interdimensionais e o Portal 11:11
Livro Portais-Interdimensionais e o Portal 11:11

Sopre a vela e faça um pedido.

Abriu um portal XX : XX : XX, faça um pedido.

E os pedidos nunca são atendidos, mas são tolamente alimentados e repetidos.

E, claro, faça lentilha para passagem de ano, pule 7 ondas e faça mais não sei o quê!

As modas de crenças irracionais vão se repetindo em pessoas irracionais pelas gerações.

Eu sei cara, tudo bem, a gente pode até brincar, fazer piada, fazer de conta, tomar uns goles e pular as ondas e dar umas risadas, mas não precisa acreditar que vai alterar algo. A humanidade está sempre culpando o externo, pedindo ao externo, olhando para fora, sem nunca trazer para superfície da consciência o discernimento de dentro.

Eu digo para você, se tu acredita na Fada do Dente ou que pode fazer pedido a Portal místico new age, por favor, não leia meu livro PORTAIS INTERDIMENSIONAIS, pois ele vai explicar sobre números, sobres base numérica, sobre calendário, sobre conjunções astrofísicas e vai secar tuas crenças até a raiz, pois é duro acordar! E quem quer acordar? Poucos, querem Sair da Matrix para pousar na densa realidade e assumir a responsabilidade por si mesmos e a própria evolução espiritual.

As pessoas confundem fé com esperança preguiçosa. A fé não deixa ficar sentado no sofá esperando e vendo TV, isso é esperança preguiçosa. A fé te leva a ação psíquica, emocional, energética e física para sair da inércia consciencial onde se encontra. Não existe fé externa, em deus externo, você e Deus são o mesmo, são um só. Se não tiver em si mesmo ao mesmo tempo em Deus, tudo se transforma num grande ZERO, não adianta nada.

“Faça sua parte que farei a minha”

Não acredite que portal é Fada do Dente!!!!


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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