A DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE ESPÍRITAS NO BRASIL E A INFLUÊNCIA CORRUPTA DOS EUA ATRAVÉS DA CIA NO BRASIL

A DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE ESPÍRITAS NO BRASIL E A INFLUÊNCIA CORRUPTA DOS EUA ATRAVÉS DA CIA NO BRASIL

Como interesses geopolíticos, manipulação religiosa e falta de atualização estratégica colocaram o espiritismo na defensiva no século XXI.

O Censo 2022 revelou uma queda inédita no número de espíritas no Brasil: de 3,8 milhões (2,2%) em 2010 para 3,2 milhões (1,8%) em 2022, após décadas de crescimento. Esse dado chama a atenção porque, embora tenha nascido na França no século XIX, o Brasil se consolidou como o país mais espírita do mundo, com cerca de 12 mil centros ativos – número 16 vezes maior que o de todas as demais nações somadas.

  • 1970: Evangélicos = 5% | Espíritas = 1%

  • 2010: Evangélicos = 22% | Espíritas = 2,2%

  • 2022: Evangélicos = 31% | Espíritas = 1,8%

A diminuição do número de espíritas no Brasil, em 6 pontos – https://pp.nexojornal.com.br/perguntas-que-a-ciencia-ja-respondeu/2025/07/03/a-diminuicao-do-numero-de-espiritas-no-brasil-em-6-pontos

Por que, então, após uma trajetória ascendente, o espiritismo experimenta retração? Há fatores internos – envelhecimento das lideranças, perda de protagonismo cultural e tensões ideológicas – e forças externas, relacionadas à geopolítica religiosa, à atuação clandestina da CIA e ao lobby estadunidense, que desde a década de 1960 interferem na política e nas crenças brasileiras, inclusive com suspeitas de que essas novos impérios teológicos neopentecostais (que estão na mídia e são donos de mídias), sejam agentes, recrutados pela CIA. Paralelamente, abre-se um campo emergente: a ciência da consciência, que aponta para um futuro de integração entre espiritualidade e ciência, mas que não impedirá o avanço de crenças regressivas e anti-reencarnacionistas entre parcelas menos críticas da sociedade.


1. A perda de referências e a nostalgia espírita

Durante décadas, a imagem carismática de Chico Xavier sustentou o imaginário espírita brasileiro. Após sua morte (2002), houve um boom de obras e produções audiovisuais (Chico Xavier, Nosso Lar), mas a força midiática se esvaiu. Divaldo Franco, seu sucessor natural, faleceu em 2025, deixando uma lacuna, agravada por polêmicas ideológicas. Sem novos ícones com alcance cultural, o espiritismo migrou para a nostalgia e para nichos do streaming, enquanto outras religiões ampliaram sua inserção social.


2. Fatores socioculturais internos

Historicamente, o espiritismo manteve prestígio por sua relação com educação e assistência social. Contudo, a ampliação das políticas públicas reduziu sua centralidade. Paralelamente, religiões afro-brasileiras passaram a se afirmar com mais vigor, corrigindo distorções censitárias: muitos umbandistas antes se declaravam espíritas por falta de reconhecimento social, o que inflou artificialmente os números.

Escândalos envolvendo médiuns corruptos (como João de Deus) também corroeram a imagem pública do espiritismo, embora esses agentes não integrassem o movimento institucional. Some-se a isso as divisões políticas pós-2016, com adesão de parte do movimento espírita ao neofacismo, afastando espíritas progressistas e intensificando a crise de identidade.


3. A engenharia geopolítica e religiosa dos EUA

Um aspecto raramente discutido é a interferência planejada de potências estrangeiras sobre a cultura e a religião brasileiras. Documentos analisados no documentário “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa (disponível na Netflix em 21/07/2025 – trailer: APOCALIPSE NOS TRÓPICOS | Trailer Oficial | Documentário), comprovam um plano sistemático de evangelização do Congresso Nacional, iniciado nos anos 1960, liderado pelo grupo de lobby estadunidense “A Família”, com suporte da CIA. Sob o pretexto de ensinar inglês, missionários atuavam para converter parlamentares, enfraquecendo a influência da Teologia da Libertação, vista pelos EUA como ameaça comunista. Agindo como um poder teocrático disfarçado, os EUA aplicaram estratégias que lembram a lógica fundamentalista que tanto criticam.


Trailer Apocalipse nos Trópicos – https://www.youtube.com/watch?v=IbfhTEgVtIg&ab_channel=cliPTrailer…ac%C3%A7%C3%A3o


Essa estratégia teve respaldo do regime militar e apoio midiático: em 1974, o pastor Billy Graham realizou megaeventos televisionados no Maracanã, com cobertura nacional. Era a construção do que hoje se consolidou: uma base evangélica politicamente ativa, que orienta pautas conservadoras no Congresso através de lobbies sofisticados como a NAJURI, com monitoramento em tempo real de termos-chave (“aborto”, “LGBT”) para interferir em votações.

Não se trata de teoria conspiratória: é um caso clássico de soft power religioso-geopolítico, alinhado a interesses estratégicos. Enquanto isso, o espiritismo, com sua proposta de racionalidade e reencarnação, perdeu espaço, em parte por não ter estruturas de poder equivalentes e por manter uma ética pacifista, pouco afeita à disputa política.


4. A ciência da consciência: futuro inevitável

Paralelamente, emerge um campo que poderá redefinir a espiritualidade no século XXI: a ciência da consciência, uma fronteira que une física quântica, neurociência e filosofia da mente, questionando o dogma materialista que dominou a ciência moderna por três séculos. Pesquisadores como Amit Goswami, Fritjof Capra, Stuart Hameroff, Dean Radin, Rupert Sheldrake, Bruce Greyson, Mario Beauregard e Eben Alexander desafiam o reducionismo físico, propondo modelos que reconhecem a consciência como fundamento da realidade, não como um subproduto do cérebro.

Este movimento ganhou corpo acadêmico com a publicação do Manifesto da Ciência Pós-Materialista (2014), redigido por Mario Beauregard, Gary Schwartz e Lisa Miller, junto a outros cientistas pioneiros. O documento denuncia os limites do paradigma materialista e conclama à construção de uma ciência mais abrangente, que considere evidências de fenômenos como telepatia, experiências de quase-morte, cura não-local e a influência da mente sobre a matéria. Trata-se de um marco histórico que legitima a transição para um paradigma pós-materialista, no qual a consciência é vista como princípio primário do cosmos.

Na área parapsicológica e consciencial, destacam-se Waldo Vieira, Dalton Campos Roque, Pierre Weil, Hernani Guimarães Andrade, Charles Tart, Stanislav Grof, Raymond Moody, Jeffrey Mishlove, Robert Jahn, Helena Blavatsky, Allan Kardec (pioneiro do paradigma espiritista) e novos pesquisadores ligados ao Institute of Noetic Sciences.

À medida que experimentos replicáveis sobre experiências de quase-morte, telepatia, consciência não-local e sobrevivência pós-morte se acumulam, o ceticismo militante tende a implodir por falta de sustentação empírica, abrindo espaço para uma cosmologia pós-materialista. A verdade eclodirá não pela fé, mas pela evidência – uma síntese histórica que confirmará, sob linguagem científica, os princípios espirituais defendidos há milênios.


5. Mas por que a ignorância persiste?

Mesmo com avanços científicos, não haverá uma extinção automática do obscurantismo. Crenças simplistas, dogmáticas e anti-reencarnacionistas continuarão a prosperar entre indivíduos medrosos, inseguros e culturalmente empobrecidos, para quem narrativas rígidas oferecem conforto imediato diante da incerteza existencial. As forças que sustentam tais crenças – poder econômico, manipulação midiática, redes políticas – são imensas e estratégicas.

O espiritismo, espiritualismo universalista, estudos da consciência avançados, que exige estudo, reflexão e autonomia de pensamento, sempre terá barreiras para atrair as massas, enquanto religiões proselitistas, com linguagem emocional e promessas rápidas, continuarão a se expandir. Isso reforça a necessidade de educação consciencial e pensamento crítico, como antídotos contra a captura mental por fundamentalismos.


A redução do número de espíritas no Brasil não é mero acaso demográfico: resulta da soma de fatores internos (ausência de renovação, crises ideológicas), externos (engenharia geopolítica dos EUA), mudanças culturais e uma disputa simbólica global. Contudo, no horizonte desponta uma possibilidade inédita: a união entre ciência e espiritualidade, que poderá reposicionar o espiritismo – e todas as correntes espiritualistas lúcidas – como alternativas consistentes para um mundo em colapso ético e ambiental.

O desafio do espiritismo não é disputar poder, mas restaurar a centralidade da consciência como chave evolutiva – mesmo em um mundo cada vez mais dominado por algoritmos, propaganda e fé cega. Mas até lá, a batalha não é apenas teológica: é informacional, cultural e consciencial.


6. Por que incluí meu nome entre os pesquisadores da consciência

Pode causar estranheza ver meu nome ao lado de cientistas renomados. A razão é simples: não me apoio em títulos, mas em frutos concretos. Tenho dedicado décadas ao estudo da consciência, desenvolvendo pesquisas, técnicas e obras originais sem paralelos no mercado. Entre elas, destacam-se títulos como A Tela Etérica,   Akash – O Conhecimento Perdido,   O Karma e Suas Leis  e  O Dharma e Suas Leis, que traduzem conceitos orientais para uma linguagem ocidental lógica e orientada à física e matemática.

Atualmente, minhas obras mais avançadas (em desenvolvimento): A Ilusão da Lei da Atração, Além das 11 Dimensões e Clarividência Consciente – representam um esforço de síntese entre ciência, filosofia e espiritualidade, oferecendo modelos inovadores de compreensão da realidade. Meu compromisso é com a busca da verdade consciencial, sem concessões a modismos ou interesses comerciais, mantendo a ética como eixo central.

Deixo aqui meu site e minhas publicações para quem desejar avaliar por si mesmo:
consciencial.org | Meu catálogo no Clube de Autores | Meu catálogo na Amazon | Meu catálogo na Hotmart


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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