CHACRAS E CURA PSÍQUICA

CHACRAS E CURA PSÍQUICA

Por Wagner Borges

Há traumas que estão gravados na psique, de forma inconsciente, mas ativa, causando bloqueios e fobias. Isso ocorre no corpo sutil (corpo astral, psicossoma ou perispírito) e se reflete no corpo denso.

Os chacras* guardam informações preciosas sobre esse processo. Cada um deles é um pequeno portal psíquico e energético, refletindo as condições do ser.

Existem diversas alternativas para tratar essas síndromes psíquicas:

  • Visualizações criativas,
  • Terapias descondicionantes,
  • Tratamentos psíquicos adequados,
  • Meditações,
  • Conversas profundas com terapeutas corretos – com a abordagem mais adequada ao temperamento da pessoa -,
  • Rituais de quebra do passado,
  • Técnicas retrocognitivas, regressões de memória -, ou
  • Práticas espiritualistas diversas,
  • Práticas xamânicas,
  • Métodos naturalistas, animistas, mediúnicas, iogues e outras em que a pessoa se sentir bem.

O que não se pode fazer é deixar o problema de lado, pois os bloqueios interferem diretamente na vida da pessoa. É preciso correr atrás de soluções, para devolver o brilho dos olhos e o tesão de viver.

No entanto, por melhor que seja o caminho escolhido nessa busca pela cura, o processo é sempre dentro da psique da própria pessoa. A cura reside nela mesma.

Técnicas e terapias são ferramentas de fora; ajudam muito, principalmente em momentos de crises. Mas são alternativas de fora e valem como meio para se chegar ao verdadeiro alvo: a própria psique.

Uma das técnicas alternativas sugeridas pelos sábios espirituais da antiga Índia é o mergulho consciente nos chacras. Entrar psiquicamente neles, de um em um, desde a base da coluna até o centro coronário, no alto da cabeça.

Considerar cada chacra como um portal sagrado em si mesmo. Entrar por eles com respeito e admiração, como se entra num templo espiritual. Com amor e paciência, orar dentro de cada um deles. Procurar localizar qual é a fonte do problema e saber calcular qual é o chacra a ser trabalhado mais especificamente na cura em questão.

Por exemplo: bloqueio sexual: chacra sexual. / bloqueio afetivo: chacra cardíaco. / bloqueio de expressão: chacra laríngeo; e assim por diante.

Há casos em que mais de um chacra estão envolvidos; por isso é bom trabalhar todos regularmente, da melhor forma que a pessoa se adequar e se sentir bem. O importante é entrar neles com amor e paciência. Nada ocorre do acaso ou sem trabalho. Tudo demanda tempo e esforço. É necessário constância e qualidade no trato com as energias sutis.

Não é apenas encher os chacras de luz ou cores, ou mesmo realizar alguma técnica bioenergética; é preciso trabalhar a parte psíquica também!

Sem amor não há cura; sem transformação não há alquimia alguma.

Da base da coluna até o topo da cabeça, de um em um, enchendo os mesmos de luz e orando ao “Amor Que Ama Sem Nome”, com modéstia, lucidez e alegria serena.

Paciência na jornada. Ou, melhor dizendo, essa é a arte da “PAZ-CIÊNCIA“.

Obs.: Pessoas em tratamento não devem abandonar seus medicamentos ou terapias por causa do trabalho com os chacras. Nos momentos de crise, é necessário procurar ajuda qualificada. Esse trabalho sugerido aqui é para aqueles que queiram colaborar no próprio processo de cura. Conhecer um pouco de si mesmo é sempre bom. Ajuda em qualquer coisa, desde que realizado com discernimento e consciência das coisas**.

Notas:

* Para facilitar a compreensão dos leitores, deixo na seqüência uma síntese sobre os chacras – extraída de um artigo que escrevi para uma revista.

Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energiaprana , chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino, são sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são as seguintes:

Chacra Coronário é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é Sahashara, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.

A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal – também chamada de epífise – é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.

Chacra Frontal – é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise – pituitária – e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito, ele é conhecido como Ajna, o centro de comando.

Chacra Laríngeo – é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireóide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa – comunicação – do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é Vishudda, o purificador.

Chacra Cardíaco – é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso, é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é Anahata , o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.

Chacra Umbilical – é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório. Está ligado ao pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado em sânscrito de Manipura, a cidade das jóias.

Chacra Sexual – é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às gônadas: testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado, causa impotência sexual ou desânimo. Quando super-excitado, causa intenso desejo sexual. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini . É o chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é Swadhistana; a morada do eu – ou morada do sol; ou a morada do prazer.

Chacra Básico – é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bionergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é Muladhara, a base e fundamento do corpo.

Aqui não estão relacionados os chacras secundários, incluindo nisso o chacra esplênico, em cima do baço. Para mais detalhes sobre isso, favor ver o texto “Chacras e Bijas-Mantras” – enviado como texto 369 pelo site do IPPB (www.ippb.org.br), no ano de 2002 -, postado na seção de textos periódicos no seguinte endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1377

***

** Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um excelente texto dos sábios mentores espirituais Rama e Ramatís, em que eles falam sobre esse mesmo tema.

Reproduzo o mesmo na seqüência.

VEÍCULOS DA ALMA

Os antigos ocultistas costumavam utilizar uma analogia bastante interessante para simbolizar a inter-relação energética dos veículos de manifestação da consciência – os corpos energéticos do homem.

Utilizando-se de um método iniciático denominado de “analogia dos contrários”, baseado na lei dos ternários – composição musical de três tempos iguais -, esses iniciados do passado representavam esotericamente o corpo astral como um cavalo atrelado a uma carroça, que, por sua vez, é controlada e conduzida pelo cocheiro.

Nessa analogia ocultista, podemos confeccionar o seguinte quadro de idéias:

  • A carroça é o corpo físico.
  • O cavalo, fogoso e impulsivo, é o corpo astral com as suas paixões.
  • O cocheiro é o corpo mental, sede da consciência, que tem por obrigação guiar o cavalo, para que ele puxe a carroça adequadamente até o lugar de destino.

Se aplicarmos este esquema ocultista no estudo dos corpos energéticos do ser humano, podemos fazer uma associação de idéias bastante interessante, exposta da seguinte maneira: normalmente, durante a vigília física, o corpo astral, interpenetrado no corpo físico, sofre uma redução do padrão vibratório de suas partículas energéticas.

Quando uma pessoa se descontrola emocionalmente, há um desarranjo na vibração dessas partículas energéticas astrais, o que acarreta certa turbulência energética no sistema nervoso, pois o duplo etérico – matriz energética do cordão de prata -, que é o filtro energético entre o corpo astral e o corpo físico, absorve toda essa descarga astral-emocional para dentro de seus vórtices vibratórios, denominados de chacras, que, por sua vez, descarregam todo o fluxo energético no conduto espinal, nos plexos nervosos e nas glândulas endócrinas. Isso ocasiona sérios transtornos no campo energético, que, na tentativa de exaurir a carga deletéria vinda do corpo astral, termina por amortecer a própria vibração, criando assim, intensos bloqueios energéticos que enredam demasiadamente o ser espiritual na carne.

É óbvio que numa situação dessas não há como existir um bom progresso na senda espiritual. É imprescindível que haja um ótimo controle mental para dominar as descargas emocionais que emanam do corpo astral.

Pois foi baseando-se nisso que os antigos ocultistas criaram o seu sistema analógico de idéias, que pode ser bem simples na aparência, mas é dotado de um poder de síntese impressionante. Podemos mostrar isso do seguinte modo:

Se o cavalo (corpo astral) descontrolar-se e sair do domínio do cocheiro (corpo mental) pode acabar levando a carruagem – corpo físico – para fora da estrada e mergulhar no fundo do abismo.

O intermediário entre o cocheiro (corpo mental) e o cavalo (corpo astral) são as rédeas, que representam esotericamente o cordão de ouro (laço energético sutil que prende o corpo mental no corpo astral).

O cavalo (corpo astral) está conectado à carroça (corpo físico) por meio de arreios e cordas, que representam esotericamente o cordão de prata – laço energético denso que conecta o corpo astral ao corpo físico.

Logo, resumindo todas essas idéias, podemos dizer que o condutor (corpo mental) consciente é aquele que, através da vontade firme, forjada na mais pura disciplina espiritual, domina com a inteligência e os bons sentimentos o “fogo emocional” do seu cavalo (corpo astral) e conduz a sua carruagem (corpo físico) com estabilidade até o seu destino glorioso, a “estação da consciência imortal”.

– Rama –

* * *

Ao finalizar este trabalho, no qual muito se falou do corpo astral, que em algumas ordens esotéricas é chamado apropriadamente de “corpo emocional” ou “corpo dos desejos”, não podemos deixar de assinalar que qualquer descarga emocional afeta diretamente os chacras submetidos à área emocional, a saber: os chacras umbilical, cardíaco e laríngeo.

Dependendo da freqüência e da intensidade com que esses chacras são agredidos pelo desequilíbrio emocional, formam-se, na “placa astral-peitoral” da pessoa, bloqueios energéticos bastante densificados, que impedem a livre circulação das energias vitais nessa região. O efeito disso é a proliferação de sintomas, tais como: taquicardia, tosse, pressão no peito, angústia, ou depressão sem motivo, peso nas costas, irritação sem motivo, respiração opressa, vontade de chorar sem motivo e desvitalização geral.

Levando-se em consideração esse quadro patológico “astral-físico”, podemos dizer que as pessoas desequilibradas emocionalmente são portadoras de “mofo espiritual” dentro do peito. Ou, como mostra a tradição ocultista, tem um “cavalo louco” (corpo astral) quebrando a carroça (corpo físico).

É necessário então, uma catarse espiritual ou um desbloqueio emocional, que consiste em uma “lavagem energética” da placa astral-peitoral da pessoa, removendo, por meio de um fluxo energético positivo, os “fungos psíquicos” aderidos ao campo emocional.

Na área espiritualista existem ótimos remédios contra a proliferação dos fungos emocionais.

São eles:

  • – concentração;
  • meditação;
  • – ativação dos chacras;
  • – exercícios de ativação energética.

Porém, sem dúvida que o melhor remédio contra qualquer distúrbio emocional é a “PAZ” no coração e a “LUZ” nas idéias.

Paz e Luz!

– Ramatís –

(Textos recebidos espiritualmente por Wagner Borges – Extraídos do livro “Viagem Espiritual- I” – Editora Universalista – 1993.)

Notas:

* Para maiores informações sobre a natureza e a projeção do corpo mental, ver capítulos específicos no meu livro “Viagem Espiritual II” – disponibilizado gratuitamente no site do IPPB – www.ippb.org.br; também recomendo a leitura dos capítulos específicos sobre esse tema no livro “Projeciologia”, de Waldo Vieira – edição do autor.

Retirado de: http://www.ippb.org.br/textos/textos-periodicos/784-chacras-e-cura-psiquica – em 08/09/2015 – Texto periódico 784

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