AUTOCURA COLORIDA

AUTOCURA COLORIDA

Por Wagner Borges

Entrevista com três amparadores budistas extrafísicos

Hoje, levantei bem cedo para trabalhar. Sentei-me em frente ao computador às 07h:30 da manhã. Durante meia hora, tentei completar um artigo grande que estou escrevendo, mas não consegui. Sentia meu cérebro congestionado (devido ao acúmulo de trabalho) e sem fluidez para escrever.

Para relaxar, resolvi ler alguns gibis (Super-Homem, Homem Aranha, Batman e outros). Sentei-me no sofá do quarto e coloquei para tocar o cd “Knightmoves To Wedge…”, do conjunto inglês de rock progressivo “Pallas” (adoro a música “Just a memory”, oitava do disco, maravilhosa peça cheia de teclados soberbos e guitarras maravilhosas).

Li apenas metade de um gibi. Definitivamente, meu cérebro não estava querendo escrever ou ler. Daí, fechei os olhos e fiquei curtindo só a música.

Envolvido pelos maravilhosos acordes de teclados e guitarras, meu cérebro foi relaxando. Em dado momento, espontaneamente meu chacra frontal dilatou-se energeticamente. Surgiram algumas imagens difusas em minha tela mental interna. Percebia alguns vultos distantes, mas não conseguia divisá-los claramente.

Então, para melhorar a clarividência, inundei o chacra frontal com luz amarela clarinha e fiz uma ativação energética nele. Isso melhorou o processo e consegui perceber as figuras distantes claramente. Vi um grupo de três monges extrafísicos em cima de uma montanha. Eram orientais (não sei precisar se eram chineses ou tibetanos), carecas, barbas grisalhas e estavam vestidos com aqueles mantos alaranjados. Tinham olhos brilhantes e expressão serena e alegre. Observavam-me em silêncio.

Pelas vias telepáticas, comuniquei-me com eles. Nosso papo mental era de chacra frontal à chacra frontal. Peguei caneta e papel para anotar tudo o que eles me passassem. Anotei algumas de suas sugestões para análise posterior. Como não sou egoísta e nem hermético, pedi a eles que me passassem alguma coisa que eu pudesse veicular para os leitores. Eles entreolharam-se e disseram-me que eu poderia fazer apenas uma pergunta sobre um tema de minha escolha (diga-se de passagem, esses espíritos não entregam o jogo facilmente. Se os leitores soubessem o trabalho que dá para extrair informações desses caras…)

Pensei um pouco e escolhi o tema da autocura por ser de utilidade geral. Fiz uma pergunta sobre isso e eis aqui a resposta do jeito deles:

“É possível fazer uma autocura profunda. As energias bem trabalhadas limpam tudo de nefasto que esteja instalado no sistema físico e espiritual da pessoa. Em primeiro lugar, elas agem sobre o corpo sutil, o verdadeiro pano de fundo da vitalidade do corpo denso, dissolvendo seus bloqueios, purificando seus condutos sutis (nádis) e seus lótus espirituais (chacras). Por repercussão direta, elas interpenetram o corpo denso e espalham-se pelas células e o sangue, difundindo suas benesses a todo sistema. O sistema linfático e as glândulas endócrinas são particularmente agraciados pela infusão colorida das energias.

Uma visualização criativa das energias coloridas dentro dos olhos é capaz de ajustar as condições de todo o sistema, sutil e físico. Porém, esse é um método muito difícil de ser efetuado por um ocidental, pois exige grande dose de concentração e paciência. Ademais, seus efeitos potencializam a força de vontade da pessoa, e se não houver um equilíbrio emocional adequado, podem fazê-la escorregar para os reinos da arrogância. Potência energética sem compaixão pode levar alguém a sérios desequilíbrios psíquicos.

Para quem vive na agitação das grandes cidades o ideal é a ativação das cores por intermédio do lótus do coração (chacra cardíaco). Quando o “MANI” (do sânscrito: “jóia espiritual”) espalha sua essência silenciosa, não é somente a pessoa que melhora, mas também o universo e todos os seres sencientes, em todos os níveis.

Antes de efetuar essa visualização autocurativa, feche os olhos e mergulhe profundamente em seu coração. Sinta dentro dele sua essência maravilhosamente iluminada pelas vibrações da compaixão. Manifeste sentimentos fraternos por toda a existência e esqueça qualquer drama ou sensação tormentosa. A compaixão divina, fonte de inspiração de bilhões de Budas e Cristos, brilha dentro do mani. Tome consciência disso e brilhe junto! Alegre-se! A bem-aventurança (ananda) mora no centro de seu coração.

Desprovido de qualquer egoísmo e arrogância, visualize uma grande esfera energética em frente ao seu peito. Ela é um sol intenso flutuando a sua frente. De seu centro, emanam cinco raios coloridos: amarelo, azul, verde, vermelho e branco. Esses raios interpenetram o coração e vivificam-no com a vitalidade da esfera luminosa.

Imagine que as cores dos raios refletem no seu mani (jóia) e espalham-se cheias de amor por todo seu corpo.

O próximo passo é direcionar os raios coloridos diretamente da esfera em frente para os lótus (chacras) na seguinte freqüência:

  • BRANCO – para o lótus frontal;
  • AZUL – para o lótus laríngeo;
  • VERDE – para o lótus do coração;
  • AMARELO – para o lótus do umbigo;
  • VERMELHO – para o lótus do baixo ventre.

Após banhar-se nas lindas cores, procure trabalhar individualmente cada um dos lótus. Concentre-se apenas no raio branco inundando o lótus frontal. Que a plenitude da luz branca limpe o centro de sua mente e cure as feridas causadas pelos pensamentos aflitivos. Om Mani Padme Hum!*

PRÁTICA

  • Concentre-se no puro raio azul inundando seu lótus da garganta. Que a tranqüilidade do irmão azul possa pacificar o seu centro de expressão no mundo e possa curá-lo dos males da fala e do julgamento. Om Mani Padme Hum!
  • Concentre-se no raio verde inundando seu lótus do coração. Que a simpatia da natureza verde possa promover a luz da alegria em seus sentimentos e possa curar suas dores afetivas. Mergulhe nas ondas amigas da paz. Om Mani Padme Hum!
  • Concentre-se no raio amarelo inundando seu lótus umbilical. Que a vivacidade do amigo amarelo possa comunicar-lhe a alegria de sentir a luz do universo no âmago de si mesmo e possa curá-lo da ação das intempéries emocionais instintivas alojadas em suas entranhas. Om Mani Padme Hum!
  • Concentre-se no raio vermelho inundando seu baixo ventre e chegando até a base da coluna. Que a potência do curador vermelho possa comunicar a seu corpo a cura da Mãe Terra e a alegria da vida. Om Mani Padme Hum!
  • Agradeça a compaixão divina pela ação benéfica das luzes coloridas em sua vida.
  • Finalizando essa realização colorida, junte as mãos na altura do peito e visualize que a esfera de luz em frente ao peito transforma-se em uma linda flor azul (a pessoa escolhe o tipo de flor de seu agrado). Ofereça essa flor espiritual a todos os seres sencientes do universo, visível e invisível. Om mani Padme Hum!

Alegria! Alegria! Alegria!”

Aproveitei o lance e fiz o exercício a medida que eles explicavam-no. O efeito é bem legal! Ativa as energias pelo corpo e descansa a mente sem tirar sua vivacidade.

Agradeci a eles pela disponibilização dessa visualização aos leitores.

Lentamente fui deixando de percebê-los. Suas imagens foram diluindo-se gradativamente. Contudo, um deles ainda pediu-me para acrescentar aos leitores o seguinte:

“Para uma autocura mais eficaz é necessário o rompimento com as dores do passado. Lembranças aflitivas levam a consciência ao reino do ilusório. Tudo é passageiro nessa roda do samsara (do sânscrito: “roda do renascimento obrigatório”). A característica das energias do plano físico é a impermanência: TUDO PASSA! Voltar ao passado é o mesmo que viajar ao cemitério de si mesmo. Corresponde a enterrrar-se sob toneladas de emoções insidiosas e mal-resolvidas.

Viajar ao passado só é válido como questão terapêutica ou de pesquisa que reverta em sabedoria e solidariedade no momento presente, também passageiro, mas necessário à experiência da consciência no plano fenomênico.

Cada ser é divino, é expressão da compaixão perene que anima a todos. Como portadores da divindade dentro da jóia do coração, todos estão destinados à felicidade serena e à expressão da divina compaixão em si mesmos. E essa bem-aventurança não reside no passado e nem é filha das dores de antanho. Ela é resultado direto dos esforços executados no aqui e agora.

Ninguém encontra a plenitude nas feridas do passado. Mas, é possível encontrá-la agora mesmo, no brilho da jóia do coração.

O perdão consciente liberta a pessoa das amarras psíquicas do ódio e faz surgir as maravilhosas energias da compreensão. O resultado efetivo disso é o canto da compaixão alegrando a consciência em todos os planos: OM Mani Padme Hum!”

Bom, anotei e agora estou digitando tudo isso. Não sei se conseguirei completar o tal artigo agora, mas, de qualquer maneira, o congestionamento cerebral desapareceu. Acho que já dá para terminar de ler o gibi do Super-Homem.

Om Mani Padme Hum a todos os leitores!

– Wagner D. Borges –
São Paulo, 06 de agosto de 1999 às 13h:14

* OM MANI PADME HUM (do sânscrito): “Salve a jóia no lótus!”; Esse é o mantra da compaixão divina usado pelos budistas tibetanos. É uma dádiva de Avalokitesvara, o boddhisattva da compaixão.

Eis alguns cds maravilhosos que contém esse mantra:

– Laíze (participação de Aurio Corrá nos teclados e arranjos); Cd. “OM”; Gravadora Alquimusic; Serie: ANM – 0015. A segunda música desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.

– Cd. “Tibetan Incantations – The Meditative Sound of Buddhist Chants”; Gravadora Music Club; Série: 50050. A segunda música desse disco é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras.A terceira música é o Om Mani Padme Hum cantado à capela pelos monges tibetanos. Esse disco tem 74 minutos de música.

– Cd. “Six-Word Mantra of Avalokitesvara – The avalokitesvara Bodhisattva Dharma Door Vol. ll”; Gravadora Wind records; Série: TCD – 2109. Esse cd foi feito por músicos chineses e direcionado para cura de orgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica assim: Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.

– Beijing Central Juvenile Chorus; Cd. “Wingsong of The Lotus World”; Gravadora Wind records; Série: TCD – 2152. Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara (representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão “Kuan-Yin”), criador do Om Mani Padme Hum, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
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Retirado de: http://www.ippb.org.br/bioenergia/praticas-psiquicas-i/autocura-colorida – em 08/09/2015 – Texto <149> – de Práticas Psíquicas I

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