DOUTRINAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO X APOMETRIA

DOUTRINAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO X APOMETRIA

Doutrinação, nem problema nem solução. Doutrinar e evangelizar resolve?

Bem, eu não vou dizer nada. Vamos fazer um teste e compreender sem precisar de acreditar em ninguém. Vamos pegar um chefe de uma facção de traficantes, doutriná-lo e evangelizá-lo para ver. Será que dá resultado? Se a reencarnação existe para que nossa espécie evolutiva aprenda lentamente através de erros e acertos por milênios, não será num instante que algum indivíduo – seja encarnado ou desencarnado – aprenderá uma grande lição moral e evolutiva.

Agora imagine este mesmo indivíduo criminoso desencarnado, presente numa seção espírita. Ele vai conseguir se converter com a aquela evangelização enfadonha e mais aquela Ave Maria desrespeitosa garganta abaixo, que não aceitou, e mesmo assim foi obrigado a ouvi-la a força?

O que deve acontecer com criminosos? Serem detidos e reeducados através do tempo. Falação moralista não resolve, muito menos sem a experiência da vivência dos exemplos, que possivelmente o doutrinador / evangelizador não possui.

Criminosos tem que ser detidos sejam encarnados ou desencarnados. Isto não significa que tenham que ser maltratados. Quem é maltratado não se reeduca. As armas dos criminosos devem ser confiscadas e destruídas – no físico ou no astral – e suas bases, galpões de processamento de drogas e males também.

Chega de discurso moralista evangelizador e orações inócuas da boca para fora que se faz apenas como show para outros verem. É preciso a dignidade de assumir que as tradicionais doutrinações e evangelizações espíritas não resolvem, mas tão somente uma mesa de Apometria bem dirigida e digna. Os beatos moralistas de “fala mansa” repudiam a Apometria dizendo que ela não é fraterna e que violenta o livre arbítrio dos espíritos criminosos.

Se assim for, a lei que prende os bandidos em nossa sociedade procede da mesma maneira. Você não gostaria que um criminoso destes, em liberdade, te assaltasse ou matasse, correto?

Do meu ponto de vista de livre pensador e sem rabo preso com nenhuma loja, instituto, doutrina, grupo ou linha de pensamento, a Apometria é muito mais fraterna que as seções convencionais do Espiritismo Ortodoxo. A Apometria é mais eficiente, mais avançada, mais inteligente e mais prática. Ela é mais eficiente que as doutrinações básicas, melhor ainda que o Culto no Lar (embora o objetivo deste seja outro), mais avançada que as Tarefas Energéticas Pessoais (Passe no Escuro,
Tenepes), mais eficiente que o E. V. (Estado Vibracional) por ser trabalho de equipe e exigir o espírito grupal de doação e cooperação.

Se grande parte dos espíritas de hoje serem católicos falidos de vidas passadas, os apômetras de hoje são os espíritas de mente aberta (relativo) do passado – que muitas vezes foram os hereges queimados em fogueiras, velhos auxiliares de Magos Negros e os próprios procurando sincera redenção no serviço ao próximo hoje (2015). Há também muitos iniciados do passado, de Atlântida, do Egito, do Oriente em geral que estão nas mesas de Apometria com trabalho útil, gratuito, por opção, por dharma e não necessariamente como redenção.

Mas mesmo assim muitos apômetras são semi-ortodoxos e precisam abrir mais a mente e o coração, muitos são ainda limitados tecnicamente. É preciso ser mais universalista e menos um radical ocidental. É melhor fazer uma síntese dos conhecimentos oriente-ocidente para expandir a consciência. Sugerimos incluir junto ao nome de “Jesus” tão apreciado e tão repetidamente pronunciado (muitas vezes levianamente) os nomes de: Buda, Krisna, Ramatís, etc – inclua outros por sua conta. É conveniente lembrar que Jesus não era ou é cristão! E também é bom lembrar que o espírito que pede ajuda em sua seção pode ser um Hindu que nunca ouviu falar de Jesus!

Ainda sobre doutrinação e evangelização, você poderá me argumentar que será bom fazê-los desde cedo com as crianças, já que com marmanjos recalcitrantes não funciona mesmo. Digo a você que, supondo a hipótese de um lar espírita, onde haja farta evangelização, Culto no Lar todas as semanas, orações todos os dias e outros cenários e rituais religiosos, pouco adiantará se o exemplo cotidiano for o contrário. Por outro lado, um lar ateu onde o ambiente seja de repleta dignidade, assim serão suas “crias” no processo de indução educadora.

Claro, há exceções e é melhor pecar pelo excesso que pela falta, mas que cada um contextualize o artigo com discernimento e analise sem autocorrupções sua realidade. Muitas mesas, sejam Espíritas ou Apômetras, são meras fogueiras de vaidades e locais de poder antes de qualquer assistencialidade. Temos de tudo em tudo e não eu que estou a julgar neste tão limitado texto genérico e impessoal.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

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