LUCIDEZ EXTRAFÍSICA X DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL

LUCIDEZ EXTRAFÍSICA X DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL

As palavras são relativas.

Podem ser distorcidas a gosto da intelectualidade e comunicabilidade de cada um.

Até as boas ideias podem ser mal compreendidas. A falácia é um erro sutil, oculto, escondido atrás de uma boa argumentação que pode ser utilizada de boa ou má-fé, conforme o interesse de seu agente.

A condição parapsíquica não reflete o nível evolutivo, as vezes até pelo contrário, como rótulo de ostentação de poder, o agente incauto e sem discernimento arroga superioridade, o que não é verdade. Da mesma forma que cultura não se confunde com sabedoria, ser médium eficiente não significa ser evoluído, fazer projeções da consciência (viagens astrais) lúcidas não significa ser evoluído.

Lucidez extrafísica é diferente de discernimento consciencial. Há muitos religiosos não-reencarnacionistas que possuem projeções lúcidas, clarividência e algo mais. Nem por isso trocam suas religiões por uma linha reencarnacionista ou se dedicam ao estudo das projeções da consciência. Conheço casos pessoalmente.

Há muitos espiritualistas que se tornam escravos de suas próprias interpretações intransigentes de suas experiências pessoais. Possuem boas experiências espirituais, mas, por falta de discernimento consciencial, a interpretação das mesmas é altamente prejudicada e podem até gerar efeito contrário (anti-evolutivo).

Não basta possuir mediunidade ostensiva e ser médium competente para poder dizer que possui a verdade. Não basta ser projetor consciente para poder dizer que detém a verdade.

Excelentes médiuns e projetores que adotam interpretação intransigente da vivência pessoal são escravos de dogmas piores que os doutrinários e filosóficos.

Infelizmente, na dimensão intrafísica (3D ao vivo e a cores) não há ”receita de bolo” para nada, muito menos no que tange à condição humana e menos ainda quanto ao espiritualismo.

Universalismo não se aprende: desenvolve -se a partir de um a vontade íntima, só despertada após o florescimento de meia dúzia de virtudes – a primeira é a humildade , principal atributo do ato de aprender .

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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