HOLOPENSENES – O QUE SÃO

HOLOPENSENES – O QUE SÃO

Breve Estudo sobre Holopensenes[1]

[1] Este artigo condensa material exposto em dois livros de nossa autoria “Estudos Espiritualistas 1 e 2 (não publicado)” aguardando edição futura. É a visão pessoal e particular do autor, servirá ao menos para o leitor refletir, pois exige uma mente muito aberta e porque não dizer, avançada.

Dalton Campos Roque – http://www.consciencial.org


 

SUMÁRIO:

Introdução;

1 O que é holopensene?;

2 Holopensenes, egrégoras e negrégoras;

3 O pentagrama – senha para uma egrégora;

4 A eficácia dos rituais;

Conclusão.


INTRODUÇÃO

O poder de um símbolo e o seu caráter “benéfico” ou “maléfico”, “positivo” ou “negativo” não existem por si só: dependem do contexto bioenergético e cármico do caso concreto, bem como dos holopensenes envolvidos.

Neste artigo, delineamos as noções básicas sobre o assunto.

 

1. O QUE É O HOLOPENSENE?

 

Holopensene constitui expressão-síntese. Holopensene = holo + sen + ene = conjunto (holo) de pensamento (pen) que gera um sentimento (sen), o qual, por sua vez, gera a respectiva energia (ene).

Um pensene é um pensamento decorrente de um sentimento, o qual, por sua vez, produz uma energia, moldada pela qualidade do pensamento que a concebeu.

Um conjunto de pensenes forma uma bolha bioenergética maior: o holopensene – positivo ou negativo, fugaz (efêmero) ou consolidado (duradouro).

Seguindo essa linha de raciocínio, a forma-pensamento consiste em um morfopensene.

 

2. HOLOPENSENES, EGRÉGORAS E NEGRÉGORAS

 

Na psicosfera terrestre, onde, desde tempos imemoriais, coexistem correntes de pensamentos, sentimentos e energias voltadas ao bem e ao mal, ao elevado e ao primitivo, ao relevante e ao fútil, sobejam as mais diversas espécies de holopensenes.

O holopensene constitui o gênero de que a egrégora é espécie. Todas as egrégoras são holopensenes. Todavia, nem todos os holopensene são egrégoras.

O vocábulo egrégora, a propósito, vem do grego egregorien (= “velar” ou “cuidar”). Apenas são egrégoras os holopensenes elevadíssimos, consolidados ao longo de séculos e milênios de sadia exteriorização de bioenergias, feita por muitos espíritos, desencarnados e encarnados, terrestres e até extraterrestres. Correspondem a bolhas de bioenergias gravitantes na aura do Planeta, a vibrarem em dada sintonia, invocáveis por meio de mantras, yantras ou simples pensamentos positivos, ressonantes a partir de uma vontade determinada.

Em suma, tão-somente o holopensene de altíssimo valor espiritual e cosmoético, sedimentado no transcurso de milênios e séculos, ajusta-se ao figuro de uma egrégora. Daí porque não existe “egrégora negativa” (expressão tão errada quanto “subir para baixo” ou “descer para cima”), nem “egrégora fugaz” (um holopensene fugaz pode ser até positivo, mas nunca será egrégora, porque não possui pensamentos, sentimentos e energias já consolidados – caso contrário, não seria fugaz, isto é, efêmero).

A antítese da egrégora (holopensene positivo consolidado) pode ser denominada, para fins didáticos, de negrégora (holopensene negativo consolidado) – neologismo que propomos na ausência de outra designação conhecida. (Negro no sentido de sombrio ou trevoso. Sem conotação étnica ou racial.)

Quanto ao estágio de consolidação das bioenergias, podemos definir três níveis de graduação: (1) holopensene fugaz; (2) holopensene semiconsolidado; (3) holopensene consolidado.

Nessa perspectiva, o sinal “mais” (+) se direciona à egrégora e o de “menos” (-) aponta para a negrégora, de acordo com a seguinte simbologia-neologismo:

H = holopensene (gênero).

H+1 = holopensene positivo fugaz. Exemplo: duas amigas se encontram por acaso e desejam o bem a uma terceira amiga, ora ausente.

H+2 = holopensene positivo semiconsolidado. Exemplo: holopensene das primeiras comunidades cristãs do Império Romano.

H+3 = holopensene positivo consolidado = egrégora. Exemplo: holopensenes do pentagrama, de Krishna, de Jesus e de Buda.

H-1 = holopensene negativo fugaz. Exemplo: duas amigas se encontram por acaso e desejam o mal a uma desafeta, ora ausente.

H-2 = holopensene negativo semiconsolidado. Exemplo: grupo de amigos há décadas se reúne em bares, ocasiões em que costumam falar mal de familiares e colegas de trabalho e profissão.

H-3 = holopensene negativo consolidado = negrégora. Exemplo: holopensenes há milênios ou séculos associados à magia negra, à violência e à criminalidade.

 

3. O PENTAGRAMA – SENHA PARA UMA EGRÉGORA

 

A magia evoca e emprega energias intangíveis para obter efeitos tangíveis.

Símbolo comum em práticas e rituais de magia, o pentagrama (estrela de cinco pontas) pode ser utilizado de forma positiva (de cabeça para cima), a evocar uma egrégora (holopensene positivo consolidado), ou pode ser utilizado de forma negativa (de cabeça para baixo), a evocar uma negrégora (holopensene negativo consolidado).

Na China Antiga, considerava-se sagrado o número cinco, simbolizado pela flor de cinco pétalas. O pentagrama (estrela de cinco pontas) expressa graficamente importantes princípios inerentes ao número cinco. Esteve presente nas culturas hebraica e egípcia da antigüidade.

Como o pentagrama pode ser criado por uma linha fechada entrelaçada, aos pitagóricos a estrela de cinco pontas dizia respeito à harmonia entre o corpo e a alma – à saúde plena, personificada no Anthropos teleios, o ser espiritual ideal.

Chave ou senha para uma egrégora, o pentagrama positivo (não-invertido) representa o ser humano bem-plantado sobre seus pés, o qual trabalha com suas mãos e se orienta pela cabeça bem-colocada – na conduta de tal indíviduo, a inteligência, o discernimento e a lucidez (chacras superiores) prevalecem sobre os instintos primitivos (chacras inferiores).

 

4. A EFICÁCIA DOS RITUAIS

 

No universo, em essência, existem duas substâncias: a consciência (causa primária, vontade ou intenção) e a energia (conseqüência, efeito ou reação). Os holopensenes são fontes de energia (no caso das egrégoras, energias positivas, emanadas de fonte perenes e abundantes).

O ritual e o símbolo de que a magia lança mão consubstanciam tão-só senhas a viabilizarem o acesso a uma energia, negativa ou positiva.

Não basta ter acesso à “ferramenta”. É preciso saber manipulá-la.

Não basta fazer um ritual, copiá-lo ou imitá-lo. Indispensável saber evocar o holopensene a partir da mente e criar a sintonia. Se bastasse fazer um ritual, quaisquer locais onde se acendesse um incenso, se colocasse uma cruz ou se pichasse um pentagrama estariam protegidos de maus espíritos. Não é o caso.

Há muitas variáveis, a depender de quem, como, por que e para que realiza tais práticas.

A eficácia dos rituais de magia (branca ou negra) variam de acordo com a capacidade e a competência bioenergética do praticante e de seu potencial de vontade, bem como dos karmas positivos e negativos de si próprio (agente) e do receptor. Em outras palavras, a eficácia da magia decorre da condição consciencial de ambos, agente e receptor, seus méritos e deméritos, semeados nesta e em outras caminhadas evolutivas.

Na magia negra, existe o assédio (manipulação de energias negativas, baseadas em intenções anticosmoéticas). Na magia branca, existe o amparo (manipulação de energias positivas, baseadas em intenções cosmoéticas).

Seus inimigos desencarnados se agregam aos seus inimigos encarnados. Apóiam-se mutuamente. Uma conseqüência da lei dos semelhantes. Afins atraem afins, mesmo sem terem consciência disso.

Os rituais são secundários. Em primeiro plano está a conduta do indivíduo, sobretudo a estatura moral de seus pensamentos, sentimentos e energias conscienciais.

 

CONCLUSÃO

 

1 Holopensene é todo conjunto de pensamentos, sentimentos e energias.

2 Quando consolidado ao longo de milênios e décadas, o holopensene pode ser uma egrégora (se positivo) ou negrégora (se negativo). Entre as egrégoras se encontra o holopensene do pentagrama (estrela de cinco pontas), até hoje típico em rituais de magia.

3 A magia evoca e emprega energias intangíveis a fim de obter efeitos tangíveis. Para tanto, emprega como ferramentas os rituais e os símbolos, direcionados a viabilizar o acesso a holopensenes positivos (magia branca) ou negativos (magia negra).

4 A eficácia da magia (branca ou negra) depende da condição consciencial do agente e do receptor.

5 A condição consciencial resulta da síntese (saldo positivo ou negativo) entre as virtudes e as deficiências e os karmas positivos e negativos de cada espírito, encarnado ou desencarnado.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo da New Age, o que considera uma viagem na maionese quântica e por ironia se declara ativista quântico.

COMMENTS (3)

Muito bom Dalton. Interessante seria fazer um adendo esclarecendo ao público que está em início de pesquisa espiritualista, que qualquer pessoa que se dedique pode realizar “magia”, não necessitando e assim evitando, dependência psicológica de terceiros. Abração!!

    Oi prezado Estêvão!!! Super abraço!
    Este site, no qual a maioria dos textos são meus (Andréa tem menos tempo para escrever, embora escreva muito melhor que eu), é uma redenção de vida! Sim, minha mediunidade cármica vem TENTAR trazer a tona conhecimentos descondicionantes, libertadores, para que as pessoas aprendam a caminhar por si. Que elas possam participar e aprender com todos sem dependência psicológica nenhuma! E as vezes sou um tanto crítico sim, e até chato, eu reconheço. Gostaria de não ser!!!! Mas esta, como você disse é a magia do coração, que incita os sentimentos mais positivos da libertação pessoal como: autoestima, autoconfiança, prazer no conhecimento, prática e libertação pela sabedoria. Obrigado por participar!!!!

Valeu querido amigo. Grande Abraço. Existem muitos de nós, que fazemos nossas pesquisas, concordamos e discordamos, assim crescendo e fazendo um mundo melhor para todos. Parabéns pelo trabalho seu e da Andréa. Achei interessante deixar o comentário acima pois, se uma pessoa estiver iniciando seus estudos, podem encantar-se com as capacidades psi de terceiros, gerando dependência, que é oque eu, você e ninguém quer. Sei que não foi essa sua intenção mas é sempre bom referendar, para aplainar o caminho de cada um iniciante ou não, caminho este, que cada um pode fazer por si. Abração e parabéns!!

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