MEDIUNIDADE X PROJEÇÃO

MEDIUNIDADE X PROJEÇÃO

Experiências Mediúnicas que a Projeção não te propicia x Experiências Projetivas que a Mediunidade não te propicia

A rigor não há uma separação estanque nos tipos de mediunidade. O que é anímico, por teoria e definição, é efetuado pela própria vontade sem interferência de outra consciência (seja intrafísica ou extrafísica). O mediúnico é uma predisposição relativa (em maior ou menor grau) a soltura do duplo etérico (ou energossoma) descoincidência dos veículos de manifestação da consciência e características desenvolvidas nos chacras e parachacras (chacras do corpo astral).

Na prática, – atualmente (2012) – sabe-se que é impossível separar o anímico do mediúnico não apenas na vida diária das pessoas como principalmente nos intensos trabalhos mediúnicos dos tarefeiros.

Há vários fenômenos anímicos que ocorrem com médiuns em forma de automatismo consciencial. Nessas manifestações anímicas estes agentes não possuem consciência de que são eles mesmos que manifestam mesmo estando em transe profundo. Podem estar manifestando uma de suas personalidades passadas – egos ou níveis conscienciais.

Antigamente alguns fenômenos que eram considerados mediúnicos são hoje reconhecidos como fenômenos anímicos, como por exemplo, a clarividência, a telepatia, a clariaudiência, entre outros. E hoje sabemos que estes fenômenos mesmo sendo anímicos, são inconscientes e automáticos, ou seja, escapam ao controle racional e motor do médium. Então fica difícil julgar A ou B em seu trabalho mediúnico e acusá-lo pejorativamente de anímico.

Portanto, o fenômeno anímico, especialmente o de manifestação de personalidades passadas ou de níveis conscienciais, pode ocorrer independentemente da vontade e do controle racional e consciente do sensitivo, sendo que muitas vezes, mesmo estando consciente durante o fenômeno, ele não sabe que o que está se manifestando através dele é uma parte de si mesmo, ligada a outra vida ou outras experiências espirituais.

Ora, isto acontece abaixo, dentro e acima do rigor de toda e qualquer teoria anímico-mediúnica-parapsíquica, pois óbvio, somos o que somos hoje, uma síntese de todas as vidas passadas, de todos os egos, de todas as experiências sofridas e prazerosas no decorrer da existência. E tanto no nosso amparo ou obsessão espiritual haverá sintonia – lei de afinidades – pela manifestação desses egos em nós. Isso quer dizer que manifestamos “egos” bons e ruins em casa, no trabalho, no lazer, mas principalmente no serviço mediúnico que predispõe as aberturas psíquicas em um ambiente mais fácil para se manifestarem.

Por isto a mediunidade é tão complexa, além de se misturar ao animismo (algo inseparável) da própria pessoa, o medianeiro. Há parapercepções que são anímicas como a clarividência, que pode ser utilizada e ampliada por um momento mediúnico. As saídas do corpo, também são talento anímico, mas podem após esta, serem motivadas mediunicamente e amparada por amigos espirituais.

No entanto as experiências conscienciais de ambos os processos se reforçam, se auxiliam e se misturam, dando margem a uma abrangente gama de interpretações e dúvidas.

Se já é difícil separar os tipos de mediunidade na teoria (conceitos) é impossível na prática. Já caiu por terra a velha idéia espírita ortodoxa de que o anímico não presta e também a nova idéia conscienciológica ortodoxa que apenas a projeção da consciência (viagem astral) presta.

Um valoriza o motor, o outro a lataria e ainda outro os bancos, mas o conjunto forma o carro. A ortodoxia e o fundamentalismo facciosos sempre tentam puxar a sardinha para seu lado de forma religiosa e proselitista, enquanto a tal ciência que todos dizem que têm fica de lado.

Fazer religião, glossário ou grupúsculo é fácil, mas fazer ciência é difícil. Lembramos ainda que não deve-se analisar a ferramenta isoladamente – o que é importante: o martelo ou a chave de fenda? – deve-se analisar o conjunto dentro de um contexto.

Para uma determinada tarefa / missão / dharma / karma, a mediunidade poderá ser melhor indicada, para outro será a projeção consciente e ainda para outro deverão ser ambos. O melhor é conseguir fazer render a missão / dharma e não ostentar rótulo de melhor ferramenta.

Vamos traçar um paralelo entre Mediunidade (sempre acima) e Projeção (sempre abaixo):

MEDIUNIDADE PROJEÇÃO
Sujeita a animismo (com ressalvas); Sujeita a onirismo
Não necessita de rememoração; Necessita de rememoração
Qualidade se modifica com a sintonia; Qualidade se modifica com a sintonia
Metabolismo alto ou baixo; Metabolismo baixo
Vários tipos; Vários graus de lucidez
Necessita de uma presença espiritual; Não necessita de uma presença espiritual
Pré-dispõe a projeção; Não pré-dispõe a mediunidade
Acoplamento áurico na entrada; Auto desacoplamento áurico na saída
Descoincidência parcial e pequena do psicossoma – denominado desdobramento; Descoincidência total do psicossoma – projeção propriamente dita
Não realça o cordão de prata; Com ressalvas realça o cordão de prata
Se vale e utiliza do animismo parcialmente; Se vale e utiliza do animismo em grande parte
Pode haver acoplamento múltiplo, várias consciências extrafísicas e o médium; Pode haver auxílio múltiplo, várias consciências extrafísicas – projeção mediúnica
Funciona como agente passivo (maior parte) e ativo (menor parte) do ponto de vista muscular e motor; Funciona como agente passivo motor total e ativo consciencial
Passividade relativa e parcialmente; Inicia na passividade, prossegue na atividade e retorna a passividade mental / consciencial
Limitada a intelectualidade, cultura e discernimento do percipiente; Limitada a intelectualidade, cultura e discernimento do percipiente
Comunicação intraconsciencial; Comunicação extraconsciencial
Sintonia pelos chacras de cima; Lastro pelos chacras de baixo

 

Evidente que não pretendemos esgotar o assunto, mas tão somente iniciá-lo de forma a levantar paralelos, divergências e convergências. Que os pesquisadores tenham boa sorte e mente aberta, sem a velha ortodoxia, neofobia, clubismo consciencial e facciosismo.

Mais vale o discernimento afiado do indivíduo não parapsíquico (não médium e não projetor), do que o discernimento tacanho do projetor consciente e o médium ostensivo.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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