A IMPORTÂNCIA DO ESCLARECIMENTO

A IMPORTÂNCIA DO ESCLARECIMENTO

Existem duas formas básicas de efetuar a caridade: a tarefa da consolação e a tarefa do esclarecimento. Vamos dissertar sobre as duas em separado, de forma extremada para efeito didático. O melhor custo-benefício de uma caridade amorosa é conjugar as duas juntas com amor, empatia, discernimento e paciência.

Quanto mais imatura é uma sociedade, mais aprecia a consolação pura, desprovida de maiores preocupações em esclarecer, em questionar vícios e tabus, em desconstruir verdades relativas e absolutas, em ponderar prós e contras, em reciclar valores e ideologias.

A consolação dissociada de esclarecimento, embora ainda absolutamente digna e necessária, cabe mais a orbes imaturos e atrasados. Ela tem cara de fala mansa, de boazinha, de piegas, afaga as cabeças, diz sim e quase não dá resultado, só funciona a curto prazo, dá o peixe e não ensina a pescar. Ela atinge os três chacras de baixo, trabalha em baixa frequência.

O esclarecimento tem cara de mau. Não afaga cabeças, diz não, contraria, desperta antipatia e farpa psíquica. Não dá peixe, ensina a pescar, atinge os quatro chacras de cima, trabalha em alta freqüência e só funciona em longo prazo.

E, claro, pode ser utilizada como forma de autocorrupção pelos obsessores, ou seja, o assediador faz um ataque, agressão, solta uma frase de sarcasmo ou desrespeito intelectual e diz que foi “esclarecimento”.

Por outro lado, o esclarecedor idôneo, também será chamado de obsessor pelo esclarecido magoado.

Que o discernimento de cada um se autoavalie, no travesseiro à noite.

Se não der resultado, eles (esclarecedor odiado e esclarecido magoado) se encontrarão por aí, no astral, em algum momento evolutivo das suas existências e cada um vai ter de se autoavaliar, nem que seja compulsoriamente.

Uns nascem para vender muitos livros, outros para esclarecer, escrevendo, vendendo muito ou não.

Uns nascem para ser simpáticos, outros para esclarecer, por meio da oratória.

Uns nascem para ser adorados, consolando, outros para ser odiados, esclarecendo.

Em planeta de população doente, o sadio parece doente e os doentes parecem sadios. “Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente” – Jiddu Krishnamurti.

Melhor mesmo é andar no contrafluxo das massas patológicas impensantes, consumistas, amantes de paternalismo, adoradoras de literatice[1], de consolo, pieguismo e autopiedade preguiçosa, com a máxima má vontade evolutiva.

Procuram Deus em seus egos e encontram o “diabo” em suas consciências, em que a culpa e o problema é sempre do outro e a autoanálise passa longe. Por isso, a expiação ainda é para a maioria e a regeneração, para poucos e, mesmo com a transmigração das consciências mais densas e primárias, o orbe continuará ostentando uma baixa média consciencial, ainda por muitos séculos.

Tem gente adorando “santos”, gente seguindo epicon (epicentro consciencial, guru consciencial), gente contando Serenões (consciências super evoluídas e anônimas), gente fazendo guerra de mestre, gente estudando vida de Avatar, lendo Allan Kardec, mas a autoanálise consciencial sóbria ainda não se instalou e a reforma intima arranha a pintura da periferia da consciência, mantendo o preconceito moralista julgador e condenador, sempre potente.

Embora não sejamos (a maioria de nós, grupo em que me incluo) esclarecidos, devemos procurar entender, ponderar e aprender antes de julgar e condenar.

É importante cultivarmos o hábito de separar o ser humano falível do eventual bom conhecimento que veicula e, ainda, admitir a possibilidade (e ter a disposição de) aprender tanto com quem sabe menos quanto com quem sabe mais do que nós, seja com quem temos afinidade, seja com quem não temos.

Precisamos trilhar (ainda que, de início, tateemos) o caminho maleável do universalismo e a multi-inter-metadisciplinaridade consciencial.

Substituir o “não vi, não gostei e tenho raiva de quem gosta” pela abertura (sincera e honesta) ao estudo de todas as correntes de pensamento sobre determinada temática consciencial, sem se ater a nenhuma, sem escolher uma delas como a verdade relativa ou absoluta de ponta, como a verdade sagrada ou mais avançada.

É evidente que nós, Dalton e Andréa, do Consciencial.org não acreditamos que seja possível qualquer forma de servir, de caridade, de trabalhar e produzir com qualidade, sem amor. O amor é a essência do “criar”, do “fazer” e do “servir”. No entanto, a retórica do qual nos valemos é para a devida didática da comunicação clara e saudável. Esperamos que você, prezado leitor, tenha entendido e gostado do texto.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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