A DISSONÂNCIA DO CASAL NOS MOVIMENTOS CONSCIENCIAIS

A DISSONÂNCIA DO CASAL NOS MOVIMENTOS CONSCIENCIAIS

Desde que me entendo por gente me vejo uma pessoa conflituosa. Claro, chega desta coisa de acusar pai e mãe, de desclassificar o ambiente em que encarnou, nasceu e cresceu (mesologia), nada de apontar dedos. Trazemos nossa bagagem multiexistencial, nossa bagagem paragenética, aquela que vem dos corpos sutis, do corpo astral, mental e etc. Trazemos os maneirismos, cacoetes, manias, vícios, tendências, as coisas boas e ruins em forma de síntese.

Sim, o ser humano é duas coisas, ele é complexo e é complicado. A complexidade é algo natural, e se formos pesquisar fundo qualquer coisa, matéria, área ou foco, nos aprofundaremos no complexo, no entanto, a evolução consciencial que nos confronta inexorável, nos faz criar mecanismos e automatismos de fuga, desvio e não aceitação.

O conflito íntimo, psíquico, psicológico consciencial vai se manifestar nos confrontos de seu lado positivo com seu lado negativo, ou seja, se você possui conflitos íntimos, no mínimo tem TAMBÉM uma força positiva real muito grande lutando a seu favor. É um sistema de defesa e contrabalanço da “Consciência”, do Self, do Divino dentro de si que o Espiritismo chama de Espírito no sentido mais puro e elevado do termo.

As vezes observamos o “louco” (na verdade, não há definição clínica para “louco”, é alguém fora dos padrões de nossa rigidez social) como um infeliz marginal da sociedade, alguém que por fraqueza sucumbiu as forças psíquicas negativas. Em verdade eu vejo alguém que errou, e investiu em experiências cármicas negativas, ou seja, optou por outro caminho de aprendizado.

Uma opção consciencial errônea, infeliz sim, porque fez outras pessoas sofrerem e principalmente a si mesmo. Toda escolha que nosso egoísmo faz é infeliz! Mas a correção de alerta inexorável que obedece as Leis Evolutivas de Fundo do Universo nos trazem de volta sem violar nasso tempo interno, cada um tem seu tempo evolutivo interno.

E a “loucura” – sempre entre aspas – é mesmo um subterfúgio temporário de adaptação e sobrevivência consciencial. Nosso “inconsciente” NÃO É INCONSCIENTE, apenas dele não temos percepção. Aquela figura do iceberg que mostra a “porção” do inconsciente é excelente como metáfora para “mostrá-lo”, mas por outro lado o separa como se fosse um outro órgão psíquico isolado, o que não é o caso. Tudo se interpenetra, se interpermeia, são campos dentro de campos interagindo com campos de energias. A matéria é campo, seu pensamento é campo, seu psiquismo é campo, seus corpos sutis são campos…

Digito este texto de improviso na tela do computador, já dentro do post do blog, sem rascunhá-lo antes ou pensar em nada, metralho no teclado, estou escrevendo mais com meu “inconsciente” que com meu consciente, não estou num nível linear e racional! Eu vou sentindo imagens na mente em correspondentes sentimentos em todo meu ser e emoções que se dissipam do chacra umbilical até o chacra cardíaco e até mais acima, e vou escrevendo o que flui, e isto não tem nada de racional, poderíamos até chamar de transracional (pois não é irracional), mas que todo mundo faz em algum nível ou contexto.

Seu corpo físico é seu inconsciente também, seus corpos sutis são “seu inconsciente” também, assim como seus chacras e sua programação existencial se existir. Há muitos níveis, muitas camadas neste / nesse processo psíquico que se manifesta de forma individual, mas é mais coletivo do que você pensa ou gostaria, e isto mete medo em muita gente!

_ O quê? Ninguém me controla! Sou dono de mim! O coletivo não me influencia!

Basta olhar sua roupa, celular e seu carro para ver como você é um escravo do sistema (cuidado, generalismo!)

Eu digo, ou você vai para o coletivo, ou o instinto coletivo te domina e te rege e você nem percebe e ainda fica feliz.

_ O quê? Eu, massa de manobra? Esse pessoal não sabe votar, eu sei! Não entendem de religião, a minha é a verdade!

Ir para o coletivo não é fácil, tem que se despojar, se dispor, saír de si, do ego, do egoísmo e do egocentrismo para doar, servir, cooperar para uma melhor máquina social, espiritual, emocional e psíquica, etc.

Então, o que digo é que todos nós somos neuróticos, isso no mínimo! Temos traumas, recalques, rancores, angústias, ansiedades, medos, culpas, raivas, ódios e por aí vai um grande menu maior que o jornal de domingo. E não venha me dizer que você é purinho, pois não acredito mesmo!

Autoconhecimento a nível psicológico e consciencial profundo é mesmo raro e difícil. Tem gente que é muito intelectualizada e bem informada, mas muito rasa mesmo. Seus argumentos apenas lhe dão ferramentas e reforçam seus mecanismos de defesa, negação e fuga de si mesmo. A justificativa passa a ocupar o lugar do trono no centro do ego realçando a autocorrupção que engana de forma muito rasa a casquinha do consciente, mas não convence o “si mesmo” do consciente mais profundo e de todo o inconsciente que VAI COBRÁ-LO ali na frente, pois não há juiz, carrasco, juri e nem nada, cada um é juiz de si mesmo no tribunal da consciência justa.

Sair da inércia consciencial tem um significado muito amplo, mas de forma geral, é reformar as velhas posições, posturas, pensamentos, sentimentos e atitudes cristalizadas e fedorentas que são louvadas como “verdade” e “razão” absolutas. A mudança consciencial para melhor não dói, mas a resistência a mudança faz doer muito! E como humanidade ainda preferimos evoluir pela dor, pela teimosia egoísta e orgulhosa do “eu tenho razão e você não”.

Então, veja bem você meu querido leitor, eu comecei o texto por “sempre fui uma pessoa conflituosa” e o tema é A DISSONÂNCIA DO CASAL NOS MOVIMENTOS CONSCIENCIAIS e é aí que vou chegar ainda.

Encarnamos aqui para basicamente nos enfrentarmos e nos superarmos do ponto de vista consciencial, se preferir, espiritual. E a forma que cada um escolhe para fazer isto é pessoal, única e respeitável. Ninguém, nenhuma autoridade pode julgar a forma que você escolheu para viver sua vida, enfrentar seus carmas negativos e ampliar seus carmas positivos. Eu sei que qualquer pessoa pode ajudar a outra nesta caminhada, desde que peça e aceite tal ajuda. Assim, eu me incluo, estou aqui para aceitar a ajuda que estou solicitando desde que encarnei neste corpo, e a ofereço na medida do meu possível.

Eis-me aqui escrevendo e me expondo num site público como cobaia consciencial, que no ÁRDUO CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO CONSCIENCIAL descobriu tantas coisas “ruins” dentro de si mesmo. Minha característica pessoal é, ao mesmo tempo, a que me beneficia e a que me dificulta, cada um tem que entender seu conflitos, etc.

Hoje, 26/09/2016, eu Dalton Campos Roque tenho 22 anos de “juntado” com Andréa Lúcia da Silva, e lhe digo leitor que tenho aprendido muito, e não estou falando de intelectualidade ou dados informativos, algo que qualquer tolo pode fazer ao devorar enciclopédias e metros de livros!

Tenho procurado o auto enfrentamento cada vez mais e o que tem me ajudado muito é Andréa que possui um perfil de terapeuta nata. Ela é muito centrada, serena e confiante, sabe aquela pessoa que inspira confiança de todo mundo? E logo as pessoas se aproximam dela para desabafar, contar dificuldades pessoais naturalmente! Uau! Minha irmã Denise lá de Juiz de Fora, MG também é assim desde criança. Eu olhava e ficava impressionado! Não tenho esse talento.

Então digo que eu e Andréa, que somos um casal sem filhos por opção consciente, que Andréa cresceu muito desde que a conheci e tem me ajudado muito. Me incentivou a estudar, a fazer as 2 pós-graduações que fiz, me incentiva a ler, a fazer terapias diversas e eu tenho colhido bons frutos. O bom é que eu aceito, eu sou susceptível. Tenho um lado muito curioso, investigador e gosto de aprender e entender como as coisas funcionam, então lá vou eu para terapia X, tratamento Y, investigar todos os “podres” de minha “inconsciência”.

E sentindo esta gratidão, esta bênção, este carma positivo, eu penso noutras pessoas, famílias e casais, onde há divergência e força contrária a evolução e melhoria consciencial do parceiro, do cônjuge, dos descendente, do ascendente, e fico com muita pena.

Quando o grupo nuclear familiar ou o casal apenas, professa a mesma crença / fé, a coisa fica mais fácil, pois há um alinhamento de forças psíquicas na mesma direção e sentido. Mas mesmo assim poderá haver sérias diferenças se o discernimento do grupo / casal for muito diferente!

Eu relato que eu e Andréa estamos sempre procurando e pesquisando a fundo opções terapêuticas sérias para nós dois: constelação familiar, respiração holotrópica, psicoterapias diversas, EFT, Apometria, Microfisioterapia,  que é algo novo e muito interessante e explora as memórias das células do corpo físico – que como eu disse é um bloco importante de nosso inconsciente.

Temos a nossa “Consciência”, que neste sentido exato que emprego é como o Espiritismo chama Espírito, que para facilitar é nossa essência espiritual. O resto é o holossoma, os corpos sutis-energéticos até o mais denso, o corpo físico. Toda esta complexa construção que se chama manifestação da Consciência ou manifestação do Espírito é nosso equipo, nosso hardware nossa manifestação vibracional (ou quântica se preferir enfeitar). Esse quipo é baseado em holografia ou holograma, ou seja, não importa o corpo sutil ou denso que for analisar, a parte contém o todo e o todo contém a parte. Seu consciente-inconsciente completo e integral será encontrado em qualquer fração de qualquer “corpo” desse holossoma, compreende?

Neste fato residem muitas explicações e respostas para Apometria, que embora esteja baseada nas obras Espíritas, vai bem além delas nas modernas terapias holísticas modernas.

Bem, então eu sinto em minha carne e em minhas lágrimas como é difícil (pelo menos para mim) minha reforma íntima, minha reciclagem intraconsciencial, mesmo com este esforço e apoio da esposa, que tenho empreendido, e apesar de todo meu conhecimento (que infelizmente não é sabedoria). Então quando penso em outras pessoas, casais e famílias eu torço muito por eles.

É muito chato ver um casal que professa fé / crenças divergentes, e um impõe que outro mude para a crença dela(e), chantageando (uma forma mesquinha e baixa), dizendo que não o/a ama. Ora, a recíproca também é verdadeira, se você está chantageando seu cônjuge a ir para a sua fé porque O AMA, isto significa que você NÃO O AMA, porque senão, teria, espontaneamente se mudado para a fé dele! kkkkk – só rindo mesmo.

E há de tudo: parceiro cético / ateu unido a parceiro com crença ostensiva; há o crente da linha A que briga com o parceiro crente da linha B; o parceiro espírita ortodoxo com o parceiro espírita universalista, e por aí vai. É claro, que não há problema nenhum em termos diferenças, temos é que respeitar (e sermos respeitados na mesma medida) as convicções do outro, seja parceiro, filho, irmão, quem for.

Devemos, até pelo contrário, incentivar as crenças / fé das pessoas – desde que sadias – sem o proselitismo baixo e chantagista de arrastá-lo a força para a opção que nós escolhemos!

Eu me sinto muito feliz e muito grato por ter Andréa em minha vida! Ele é uma amparadora espiritual para mim! E eu talvez não estivesse aqui agora escrevendo este artigo se não fosse por ela em minha vida.

Eu quero incentivar os casais a conviverem bem, em harmonia, pois a paz no lar é a coisa mais sagrada que podemos ter em toda a vida, é algo que nenhum bilhão em dinheiro pode comprar. Há muito milionários miseráveis morando em castelos! Dinheiro é bom, mas a paz íntima é muito melhor, se puder ter os dois, tenha e sem culpas!

As Consciências são diferentes e escolhem caminhos diferentes e todas as opções são temporárias, a gente amadurece por bem ou por mal, e tal bem ou tal mal, vai ser nossa escolha evolutiva dentro de tal grupo carma filosófico / religioso / consciencial. Se Deus deu essas escolhas para todos nós, quem é você para ficar fiscalizando e impondo suas opções a seus parentes mais amados.

Faça um acordo gentil com seu familiar, você oferece suavemente a sua opção, explica tudo que puder e depois ouve a explicação suave da parte do outro e depois façam suas escolhas e pronto, as respeitem. Tem gente que ama o Evangelho, então que opte por ele e vá por seu caminho. Tem gente que ama o Budismo, ou o Taoísmo, o Espiritismo, o Hinduísmo, então deixe que escolham livremente, pois tudo é aprendizado.

Eu sou muito experiente em viver o inferno dentro de casa, até quando morava na casa dos meus pais, hoje vivo na paz que mereço e construí. Se não leu minha linda história de perdão e amor com meu pai, você precisa ler: http://consciencial.org/mensagens-reflexoes/uma-historia-real-de-perdao/

Se não for possível, e até creio que seja mesmo difícil na maioria dos casos, então você tem que trabalhar por dentro e se elevar acima da frequência consciencial de tal parceiro, manter a fé no sentido mais espiritual e menos religioso da expressão, e realmente tentar não se sentir aborrecido, se manter num nível sereno e inatingível, pois a convicção se comprova pelo comportamento e não pela força e imposição. Quanto mais convicto de uma crença ou opção evolutiva, mais sereno e menos sentimento de imposição se exterioriza por ela.

Há uma outra lei evolutiva que comprova que quem é mais evoluído mesmo não professa e nem impõe sua evolução a ninguém, e muito menos professa como arauto, tal nível evolutivo, mas permanece sereno no sentimento convicto da certeza de que está bem sem necessitar de convencer ninguém de nada. Tais atitudes não possuem exceções, vale para todas as pessoas encarnadas ou desencarnadas, mestres ou discípulos.

Se você acha que este texto pode auxiliar alguém espiritualmente compartilhe e divulgue, obrigado!

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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