PRÁTICA TÉCNICA PARA APRENDER A PERDOAR

PRÁTICA TÉCNICA PARA APRENDER A PERDOAR

Artigo e prática de Andréa Lúcia da Silva – imagem Psiconlinews


Om Mani Padme Hum – do sânscrito – sua tradução literal é: “Salve a joia no lótus”. Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a “Joia espiritual que mora no coração”; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do Todo vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o “mantra da compaixão”.


PERDÃO

Perdão é um processo.

Primeira vantagem de iniciarmos esse processo: paz


Todos erramos e aprendemos através dos erros.

Todos queremos felicidades e cada um usa os meios que conhece.

Em determinado momento, de acordo com a percepção do meio que estamos e do nível de compreensão estamos fazendo o melhor que podemos.

Podemos escolher o que focar no outro ou em nós mesmos.

O que você escolhe ver no outro?

Ao cristalizarmos uma ideia sobre alguém, pois as mágoas moldam a nossa visão interferindo nas percepções mostrando-nos apenas as coisas que justificam a continuidade dessas antigas e sedimentadas visões.


Formas fixas de ver e perceber todas as coisas ocupam grande extensão da nossa mente.

Vemos as coisas a partir de como aprendemos a vê-las.

Nossas mentes estão viciadas em ver sempre de uma mesma forma.

Decisão de aprender a perdoar.


Exercício:

Olhe para pessoa de consciência difícil como se fosse a primeira vez.

Memórias inconscientes = interferem na percepção que temos das pessoas e situações.

Transferência, sombra.

Conexão energética entre duas pessoas que estão sentindo mágoa e ressentimento.  Pensamentos desordenados ligados aos ressentimentos, captando as frequências iguais.

Pensamento gera campo que gera energia que gravita em um determinado padrão.

Tudo isso cria um peso que a pessoa carrega para vida toda.


Nosso cérebro não diferencia o que é real e o que é imaginário.  Quando imaginamos, recordamos algo, todo o corpo tem reações físicas como se fosse o momento presente.

Pensamentos desordenados => emoções e atitudes desordenadas.

O ser humano tem dificuldade de dar nome ao que sente.  Não somos incentivados a investigar o que sentimos, pois muitas emoções ou sentimentos não são bons ou aceitos socialmente.

O que queremos manter em nossas mentes e corações deve ser repetido, experimentado inúmeras vezes, até que faça parte de nós, até que essa escolha seja uma atitude automática.

Nenhum de nós se sente motivado a perdoar enquanto não se dá conta de que está sendo guiado por pensamentos inconscientes que nos mantém presos a padrões repetitivos e a determinadas situações.  Os pensamentos e sentimentos destrutivos são as nossas crenças arraigadas.

Dá para mudar: se as emoções e atitudes são resultados de nossos pensamentos, então temos que mudar o padrão de pensamentos para mudar as reações.  Temos que estar atentos aos pensamentos.

É necessário examinar as crenças e atentar que somos nós que escolhemos mantê-las.

Esse procedimento já interfere no sistema viciado de nossos pensamentos.

Crenças são criadas por nós mesmos, de acordo com nossa vivência e aprendizado.


Todos somos cocriadores de todas as situações.

Quando o que tememos se concretiza, reforçamos nossa crença de que as pessoas não são confiáveis.  Estamos inseridos em um contexto de medo e o que se passa aqui, é por nós desejado e assim nossas crenças se concretizam.  E assim vamos reforçando nossa visão de mundo.

É necessário entender que os desejos acontecem em nível inconsciente.  Se preferimos estar certos a ser felizes, então nos sentimos justificados em nossos julgamentos.

Em nossos pensamentos existem muitos conflitos e esses pensamentos antagônicos geram percepções de conflitos.

Assumir a responsabilidade por tudo que nos acontece é realmente reassumir o próprio poder. Insistindo em ser vítima, e não cocriadores, poderemos ter um conforto inicial ilusório, pois, aparentemente é mais confortável colocarmos a culpa em outra pessoa.

O ego trabalha com o tempo passado e o tempo futuro, sugerindo que o passado será fatalmente repetido no futuro.  O ego ignora o presente. Seu propósito é manter as lembranças de odres, das feridas passado, deixando subentendida a ameaça de que serão repetidas no futuro.

A doença e o sofrimento nos mantêm afastados da realidade de forma muito eficaz.  Eles trabalham de forma efetiva se acreditarmos que estamos doentes, ou se pensarmos que alguém mais está.  O sofrimento coloca o corpo em evidência total em nossos pensamentos e emoções.

Nossa luta diária pela satisfação de todas as necessidades, quaisquer que sejam, reforça e concretiza o pensamento de que somos incompletos, e mais ainda, de que somos um corpo.

Um julgamento é sempre parcial, pois aquele que julga, o faz a partir das suas próprias experiências. Sempre baseamos nossas opiniões num aprendizado passado, então, uma situação pode ser vista diferentemente por um número infinito de pessoas. O certo e o errado dependem de nossa cultura, de nosso grau de escolaridade, da maneira como fomos criados, do nível de entendimento que temos.

Todo julgamento implica em rejeição e segregação, e está amparado pela existência de diferenças.

A projeção faz a percepção, portanto, portanto, não estamos vendo nada mais do que nosso sistema ilusório em todas elas.

Enquanto praticamos o perdão ensinamos as outras pessoas a perdoar também, o que reforça nosso aprendizado.

Tomar consciência de que toda agressividade vem de dentro e que ela tem como alvo nós mesmos, é o começo do desfazer desse círculo vicioso (ataque-defesa).

Dar é receber e só recebemos o que estivermos oferecendo ao mundo.

No exame dos insucessos, uma atitude de prevalece – a do auto perdão – por considerar-se que aquela era a maneira que caracterizava o estado de evolução no qual se encontrava.

O auto perdão é uma necessidade de luarizar a culpa. Significa dar-se oportunidade de crescimento interior, de aceitação das próprias estruturas.  Com essa compreensão torna-se mais fácil o perdão dos outros.

O perdão é a jornada que empreendemos em direção à cura das neuroses.  É como nos tornamos completos novamente.

Cada vez que ajudamos, e cada vez que prejudicamos, exercemos um impacto dramático sobre o nosso mundo.

Curamos o mundo curando cada um de nossos corações.

Com cada ato de perdão, nós nos movemos em direção à completude.  O perdão é o modo como trazemos paz a nós mesmos e ao mundo.

Trilhar o caminho do perdão é reconhecer que a minha dignidade está entremeada com a sua dignidade, e que cada mal praticado fere a todos nós.

Para qualquer jornada deve haver disposição de dar aquele primeiro passo.


Wanderley oliveira – médium espiritualista e escritor

Perdoar, necessariamente, não implica em reatar relações como se nada tivesse acontecido. Perdão, nem sempre, significa resgatar a relação com o ofensor.
Antes de tudo, perdão é você resolver a dor emocional da ofensa em seu coração, e isso só se consegue, quando você entende qual a sua parcela de responsabilidade para ter acontecido o que aconteceu entre você e o seu ofensor.
Perdão é dentro do coração e, em muitos casos, quanto ao ofensor, nada há o que fazer a não ser conseguir estruturar no coração um sentimento de respeito por ele e mantê-lo distante de sua convivência. Em outros casos, pode até ser que uma nova e mais cuidadosa relação possa ser iniciada. Cada história, uma história.
Se o seu conceito de perdão não incluir a solução para sua mágoa, qualquer iniciativa de perdoar quem te ofendeu será uma atitude de desrespeito a você mesmo. Passar por cima de tudo ou tentar esquecer não é perdão, é desamor a si mesmo.


Revista vida simples

Para perdoar é preciso olhar para dentro e correr o risco de, até, perceber que você, o ofendido, talvez também tenha alguma responsabilidade naquele ato.   “Se a pessoa reage mal à agressão, à decepção, com mais mágoa, acaba por plantar outra semente ruim”, explica a monja Kelsang Mudita, do Centro de Meditação Kadampa Brasil. Se, por outro lado, reage bem, ela consegue quebrar o ciclo. Cria-se uma esfera de paz e de aceitação que atinge todos que estão por perto.

Muitas vezes o ato de perdoar faz par perfeito com o de pedir perdão. O ho’oponopono é uma antiga prática havaiana de reconciliação, praticada em família ou em grupo de pessoas, com o objetivo de restaurar e manter as boas relações. A reunião geralmente é conduzida pelo membro mais experiente do núcleo. O problema é discutido, há espaço para o silêncio, para compreender o que realmente aconteceu. Mas o centro da prática consiste em repetir, como se fosse um mantra, as frases: “Eu sinto muito”, “Por favor, me perdoe”, “Eu te amo”, “Muito obrigado, sou grato”.

Você perdoa, mas não faz questão de continuar próximo daquela pessoa, o que reafirma que é um processo interno. Mas significa, sim, libertar o outro do seu rancor. De nada adianta fingir que perdoa o marido ou a esposa traidores mas continuar usando o suposto erro para jogar na cara toda vez que aparecer a menor briguinha. A ação não é completa se você mantém a relação de dominador e de dominado. Quem perdoa não esquece.

Se você apaga alguma coisa da sua história não pode lidar com ela e, portanto, também não dá para perdoar. Além disso, deixa uma brecha para que aquilo volte a acontecer. “Perdoar é, ainda que mantendo o fato na memória, ser capaz de não sofrer, olhar para o que ocorreu com bastante objetividade e perceber que as coisas são como são”, diz a filósofa e palestrante Dulce Magalhães.

Numa delas está a importância que se dá ao relacionamento rompido e que pode ser reatado com o ato. “Mas implica também em uma revisão de valores e, principalmente, do posicionamento diante dos fatos. A pessoa tem de, aos poucos, ir abandonando o papel de ofendido para conseguir um necessário afastamento emocional”

Muitas vezes nos falta a capacidade de autocompaixão, de sermos tão legais com a pessoa que habita nosso corpo quanto somos com os amigos ou até com estranhos. “É preciso entender que em determinado momento fizemos o que era possível naquela situação. Não podemos julgar se era errado ou não com os olhos de hoje”, diz a monja Kelsang Mudita.

Para isso é preciso ter humildade e entender que você não tem sempre o controle das emoções. “Se hoje posso me arrepender de algo e consigo pensar que faria diferente, isso significa que evoluí e me tornei alguém melhor. Sem o episódio que gera desconforto, talvez eu não tivesse me transformado”, raciocina Dulce Magalhães.

“É preciso aprender a dar um significado ao que aconteceu, tirar a culpa de si mesma. Isso pode levar anos, ou nunca acontecer. Nesse caso, a pessoa reprime a emoção, que vai para a sombra”, diz Lana Harari. É bem mais difícil nessa situação virar a página como quando se nega o perdão ao outro. A culpa contida se manifesta de várias formas, como depressão, cólera. Ou você pega um desvio que a leva a culpar os outros por tudo o que acontece, como se isso compensasse a culpa que sente dentro de si. Por isso, mais bondade consigo mesmo, mais compaixão com o mundo. Nada em nossa história poderia ser descartado para nos tornarmos quem somos, sejam os erros, sejam os acertos.


Vou perdoar você.

Palavras são muito pequenas, mas todo um universo se esconde nelas.

Quando eu perdoar você, todos esses cordões de ressentimento, dor e tristeza que se enrolam no meu  coração serão desatados;

Quando eu perdoar você, você deixará de me definir.

Você me mediu, me avaliou e decidiu que podia me magoar;

Eu não contei.  Mas vou perdoar você.

Porque eu conto, sim, porque eu importo sim;

Sou maior do que a imagem que você tem de mim. 

Sou mais forte, mais belo e infinitamente mais precioso do que você me supôs.

Vou perdoar você.

Meu perdão não é um presente que lhe dou: quando eu perdoar você, meu perdão será um presente que se dará a mim.


Andréa,

Andréa é terapeuta holística entre mais uma meia dúzia de técnicas e treinamentos – visite meu site

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Sobre o(a) autor(a)

Andréa Lúcia - Leitora voraz, escritora, professora, e pesquisadora das áreas de espiritualidade, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Terapeuta holística (fitoenergética, cromoterapia, radiestesia, terapia com cristais, psicossomática) e coaching. Sigo tentando aplicar na minha vida o que pesquiso e estudo. O autoconhecimento não está em chegar a algum ponto e sim apreciar o que o caminho nos proporciona.

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