DEVOÇÃO / ADORAÇÃO X INTELECTUALIDADE

Há dois tipos de fiéis ou aluno, voluntário, colaborador, participante, neófito, discípulo, iniciado, médium, religioso, projetor, pesquisador, neoreligioso, neocientífico, esotérico, místico, etc., um com características mais devocionais e o outro mais intelectual.

O primeiro adora com paixão cega e se “curva” física, mental ou espiritualmente em sinal de fé, devoção, respeito, humildade, subserviência, etc. a seu “deus”, ídolo, guru, professor, etc. A admiração, a empatia e afinidade com o sujeito-ideia-processo de sua admiração, o torna fascinado com exacerbação no sentir. Uma distorção consciencial.

O segundo, mais racional, estuda, racionaliza, questiona e intelectualiza os frutos de seu guru (etc.) sem sentir. Este acha que o não-sentir (ou aparência do mesmo) o torna mais mental (intelectual). Esta postura é também uma admiração, empatia, afinidade com o sujeito-ideia-processo de sua admiração, e o torna fascinado com exacerbação racional, reprimindo o seu sentir. Outra distorção consciencial.

É necessário uma homeostase holossomática, um equilíbrio nos veículos de manifestação da consciência, nos corpos sutis desde o mais básico e denso, até o mais alto, refinado e sutil.

 

NOTA: Homeostase significa equilíbrio integrado. Então quero dizer com homeostase holossomática (holossoma) um equilíbrio entre os corpos sutis: o perispírito, o corpo mental e ainda o energético (duplo etérico) e o corpo físico. Algo como a saúde física, com a disposição bioenergética, equilíbrio emocional e predisposição intelectual.

Não se constrói um prédio sem firmes fundações. Para uma mente (plano mental ou mentalsoma) funcionarem bem, todo resto abaixo deve estar bem fluente, desobstruído, sem nódoas e em boas condições.

O equilíbrio emocional, muitas vezes renunciado com verdadeiro pavor (este pavor já demonstra desequilíbrio emocional), não é possível equilibrar o ser de forma inteira e integral, holística, sistêmica, ou seja, ajustar de forma sadia os corpos físico, emocional e mental. É uma ilusão crer que a repressão, fuga ou negação do emocional o supera, o resolve e transforma como passe de mágica a pessoa em intelectual ou mais mental.

O ocidental é mais racional e o oriental é mais devocional (2012), embora em todos os continentes, épocas e linhas de pensamento, existam os dois perfis. Confesso que meu perfil pessoal é mais racional, mas já tive algumas vidas no Oriente que me entregam facilmente.

O primeiro perfil deve ser utilizado como respeito, humildade e maturidade, diante das inúmeras opções evolutivas existentes no cosmo. O segundo deve ser utilizado como ferramenta para entender os processos conscienciais. Evolui melhor quem passeia no “caminho do meio” entre os extremos radicais e facciosos. Os fins não justificam os meios, tudo é meio, o fim é o Absoluto – Deus.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque – auto intitulado como “Tio Dalton” de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade.
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Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e “New Age’s”.
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Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática.
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É simples, irreverente, se denomina “caipira” e “sente muitas saudades de seu planeta”.
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O que mais aprecia é escrever, aprender, criar “coisas” novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. — -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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