MECÂNICA QUÂNTICA E O ESPIRITUALISMO

MECÂNICA QUÂNTICA E O ESPIRITUALISMO

Em junho de 1925 surge a formulação da Física Quântica por David Bohm (1917-1992). O que era considerado impossível, antes dessa data, era que o mundo da física atômica pudesse ser determinista, ou seja, que ele pudesse seguir um destino previsível e rigoroso. Bohm também mostrou que é possível eliminar o sujeito observador da descrição do mundo quântico (Artigo científico: As interpretações contemporâneas da mecânica quântica – Osvaldo Pessoa Jr.- Departamento de Filosofia, FFLCH – Universidade de São Paulo – CBPF-CS-005/08), ao contrário do que se supunha conforme citação a seguir:

Interpretações contemporâneas realistas […]

 

Outra tendência que se intensificou na década de 1990 foi explorar possíveis conexões entre a mente humana e a Física Quântica. De um lado, a velha hipótese de que a consciência do observador seria a causa do colapso da onda (em interpretações ondulatórias realistas) foi retomada no contexto da não-localidade associada ao teorema de Bell, por exemplo por Henry Stapp. De outro, a hipótese de que a consciência seria um fenômeno essencialmente quântico foi lançada por Roger Penrose, e tem vários seguidores, apesar de não haver evidência concreta de que seja verdadeira. Mais recentemente, autores como o indiano Amit Goswami popularizaram interpretações idealistas, que viraram moda na mídia. Para quem é místico, certamente vale a pena estudar os conceitos da teoria quântica; mas é incorreto supor que a física quântica implica essas visões idealistas. (JÚNIOR, 2008).

 

A ciência não é o fim, é o meio. É hora de abandonar os preconceitos que cristalizam o paradigma vigente para fazer ciência utilizando a observação empírica do que está acontecendo a nossa volta. Negar não é ciência. Afirmar, acreditar ou duvidar não é ciência. Ciência estática não é ciência, é apenas paradigma questionável. A ciência exige um dinamismo que remexe em si mesma as formas de observação e os conceitos e possibilidades de uma nova realidade mais sutil, abstrata e até paradoxal.

A ciência do século XXI neste planeta é bancada por grupos financeiros, militares e religiões, cada qual defendendo seus mercados egoístas. As pesquisas isentas de grupos independentes estão à margem da sociedade consumista e fútil que não se preocupa com a cultura e com os valores humanos. (ROQUE, 2008, p. 54)

 

 A Mecânica Quântica, Misticismo e a Mídia

 

Em nosso primeiro livro O Karma e suas Leis entramos no assunto com explicações mais básicas sobre o que são as dimensões do mundo cartesiano[1] (plano físico ou multidensidades[2]) e a evolução consciencial. Em nosso segundo livro Estudos Espiritualistas – Ciência e Síntese Oriente Ocidente, nos aprofundamos mais um pouco especulando sobre os multiversos (universos paralelos) e afins.

Nestes livros preocupamo-nos muito com o público e fomos bastante didáticos e coloquiais para não prejudicar o entendimento. Aqui vamos abandonar um pouco este receio e vamos mais fundo nas questões da Mecânica Quântica, cuja referência foi prostituída nos meios espiritualistas e místicos com pouco fundamento e muitos devaneios.

 

 Como tudo começou

 

Após os filmes “Quem somos nós” e “O segredo” houve uma deturpação geral dos conceitos quânticos e das mentalizações e visualizações criativas – velhas conhecidas que aprendi com meu pai em 1973 já aos 12 anos e mais em diversos livros sobre o poder do subconsciente e outros com autores conhecidos como Og Mandino[3], Joseph Murphy[4], conhecimentos multiminenares das escolas esotéricas[5], etc.

Esses filmes NÃO estão bem de acordo com as descobertas da Mecânica Quântica. “O segredo” é particularmente falacioso quando diz que você pode atrair desejos materialistas aleatórios da forma que desejar e sequer considerou o desejo de se melhorar moral, ética ou espiritualmente, apenas desejos materialistas, interesseiros e egoístas[6].

As coisas e eventos podem ser atraídos se desejados adequadamente caso a intenção alinhe-se com as leis de fundo da Consciência Cósmica (cosmoética), leis estas que independem de qualquer Matrix[7], que agem soberanamente dentro ou fora de qualquer Matrix, regulando a evolução consciencial do universo em todos os planos, níveis, dimensões, multidensidades ou multiversos regulando os méritos cármicos.

Além do mais é preciso usar certas técnicas que não foram explicadas nos filmes, mas são velhas conhecidas, como já disse antes, daqueles que já estudaram nas milenares escolas esotéricas – nada de novidade até aí.

Não basta desejar as coisas e permanecer na inércia, é preciso concentrar-se e trabalhar muito, depois relaxar e aguardar a criatividade aflorar, captar as ideias originais e depois trabalhar muito de novo para implementá-las, somente assim as coisas poderão acontecer.

O relaxamento é importante e absolutamente necessário para uma experiência criativa, pois dessa forma as possibilidades quânticas se expandem quando não estamos causando colapsos delas, e quando mais expandidas forem, mais possibilidades existirão e a criatividade será maior.

Daí em diante as editoras pensando em pegar carona no sucesso dos filmes começaram a criar obras literárias cujos títulos eram “algo quântico”. Depois vieram os terapeutas e também quiseram fazer o mesmo prostituído marketing quântico.

Como a área mística, esotérica, espiritualista não precisa de lógica, coerência ou de dar satisfações a ninguém, é muito competitiva, e a internet permite qualquer bobagem, os termos quânticos já não eram suficientes face a “quantidade quântica” que havia no mercado.

Então começaram as apelações para os velhos e novos termos e referências como: seres da quinta dimensão, Mestres Ascensos, coisas estelares, coisas angélicas, coisas celestiais, coisas supremas e coisas que poderiam tentar convencer as pessoas que se possuía o melhor curso, livro, a melhor técnica, terapia ou sistema evolutivo, atraindo assim o cliente sempre com intenções comerciais.

Com esta crítica não quero desqualificar todos os livros, cursos ou técnicas que utilizam estes títulos quânticos, mas eu, por ética pessoal, jamais teria coragem de usar um título apelativo desses se não fosse uma questão real de livro, curso ou técnica meus. Sim, eu trabalho e preciso de ganhar dinheiro para fazer os livros, manter o site e outras coisas, mas a honestidade e transparência com público é obrigatória. Sei que alguns desses livros, cursos e técnicas são de qualidade, até por que não os li ou os frequentei todos, portanto, até em minha crítica me mantenho ético. Ao fim destes blocos de texto, avalie se ele merece mesmo o título que tem.

 

 Novas interpretações

A Mecânica Quântica trouxe profundas modificações na compreensão dos fenômenos atômicos. Essa teoria introduziu conceitos como a quantização da energia nos níveis eletrônicos, que significa que os elétrons podem ter apenas alguns valores discretos de energia, e o tunelamento quântico, segundo o qual elétrons podem superar barreiras de energia, mesmo sem ter energia suficiente para isso.

[Tunelamento quântico (ou Efeito Túnel) é um fenômeno da mecânica quântica no qual partículas podem transpor um estado de energia classicamente proibido. Isto é, uma partícula pode escapar de regiões cercadas por barreiras potenciais mesmo se sua energia cinética for menor que a energia potencial da barreira.]

<http://pt.wikipedia.org/wiki/Tunelamento_qu%C3%A2ntico>

Além disso, explicou por que a luz pode se comportar como uma onda eletromagnética em determinado experimento e, em outras situações, se apresentar como partículas de energia ou como emissão estimulada de luz (laser).

Antes os físicos achavam que a energia poderia ser dividida infinitamente, como acontece com uma medida – sempre é possível dividir um milímetro em frações ainda menores. Mas no caso da energia há um limite nessa divisão.

O que você achou?

Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

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