AUTOCONHECIMENTO OU ARROGÂNCIA

AUTOCONHECIMENTO OU ARROGÂNCIA

Dalton Campos Roque – (texto anímico e mediúnico)

Do ser “forte” e arrogante dos umbrais
Se tornou suave e arrependido ante o mal
Das cinzas quentes que sopravam vendavais
Se tornou brisa acolhedora e fraternal

De uivos e gemidos solitários
Se tornou melancólico e reflexivo
Do fogo que vomitava o seu hálito
Se tornou amável, modesto e pensativo

Do desespero alucinante e descuidado
A acolhida entre abraços dos amigos
Da manada obsessiva como gado
Entre dores, com amor foi acolhido.

Da dúvida desmedida sobre um fio
Iludido não temia os perigos
Da vontade de renovar os desafios
A coragem e verdade em seus pedidos

Da certeza de por Deus abandonado
Vagou só pelas sombras, tendo frio
Num momento o calor inesperado
Era a Luz de Deus em rodopio

A fera egóica aos poucos se diluiu
Em amor profundo que jamais vivenciou
Fraternidade inexaurível a mais de mil
Seu coração estava aprendendo a fazer gol

A novidade era a tal de consciência
Renovação que alimenta a esperança
De um dia em Deus entender Sua ciência
A colher frutos conscienciais em Sua bonança

* * *

Ofereço este texto a poucos, muito poucos…

Aos poucos que aceitam e enfrentam seu autoconhecimento multiexistencial “de frente” e sabem que não são evoluídos. Dos “evoluídos” eu já estou cheio e deles não me acho digno. Quando o tarefeiro acorda, ele sabe que é impossível fazer grandes obras, transformar multidões, consertar o mundo e que isso, ainda assim, seria mais fácil que transformar a si mesmo (foro íntimo).

Discernimento? Discernimento não é decorar doutrina, estudar ciência, ser
intelectual ou religioso! Discernimento é conhecer a si mesmo, antes de tudo.
Discernimento é raio X consciencial que observa o “miolo”, a essência e não se
ilude mais com sua própria casca. Discernimento não é clarividência que vê os outros, mas consciência que observa a si mesmo.

É mais confortável se iludir com “Nova Era”, ter filhos “Índigo”, “viajar em portais místicos”, participar de grupos espiritualistas chiques, receber visita de “seres de
luz”, de extraterrestres sofisticados, usar rótulo de pesquisador, de iniciado, de
intelectual e não ter a menor competência em ver dentro de si mesmo.

Por isso, são poucos, muito poucos…

São poucos os que têm a coragem de olhar para dentro de si e amargar a decepção
de descobrir que não se é nada do que pensa e do que deseja. Suas auras podem
ser grandes, possuírem uma casca de brilho por fora, mas são cinzentas por dentro.

O involuído com autoconhecimento a que me refiro possui uma aura menor, com pouco brilho, mas consistente e com algum brilho. Já não se ilude mais com as modas, ondas e rótulos dos homens e mulheres de aura cinza. Já não é mais arrastado pelas pressões ou euforias avassaladoras, pois seu prisma de olhar o mundo e ver a vida é outro.

O negócio é observar o tempo sem ser do tempo e olhar tudo por cima.
Falta flexibilidade nos corações duros e o potencial dos chacras e parachacras
superiores fica embotado.

A vida é feita de poesia, tudo é poesia!

Quem puder ver que veja, quem puder sentir que sinta!

* * *

Este texto-poesia foi orientado por amparadores extrafísicos, inspirado e baseado em minhas experiências multiexistenciais.

Tenho dificuldades em fazer métrica e rima. Fui ajudado. Muitos
amparadores de alto quilate são exímios poetas. Música é poesia, todo mundo
gosta de música e não acha careta. As flores são mandalas e são poesia. Todos as
acham lindas. O embalo rítmico da dança é poesia e muitos adoram dançar. Há
poesia em cada partícula de inteligência que compõe o cosmos.

Há poesias que veiculam as mais finas energias e que transcendem todos os
intelectos, que, ao emocionarem os indivíduos, penetram nas camadas mais profundas
de seus corpos sutis, dissolvendo estigmas multimilenares. Isso é perceptível para quem conhece assistência extrafísica.

Uns dizem: “É coisa de psicossoma.” Outros afirmam: “É muito meloso, piegas.” Estão tentando analisar energias sutis com seus chacras umbilicais densos. Confundem emoção banal com sentimentos elevados. Suas vidas estão cheias de poesias e eles mesmos não sabem e se sabem, não admitem.

Essa é a minha explicação. Meus amigos espirituais poetas estão aqui e como disseram, a vida de vocês está cheia de poesia e vocês não enxergam!

Seus filhos, seus jardins, seus discos, os enfeites de suas salas, até mesmo
suas roupas estão repletas de poesias!

Ainda bem, sou um escritor completo, escrevo artigos técnicos, desenvolvo
gráficos e tabelas comparativas, escrevo crônicas e escrevo poesias. Com muito
orgulho e prazer. Com muito orgulho e prazer eu sou um poeta e me emociono com
elas, as poesias.

Recebam minha paz e sentimentos mais elevados,

Dalton e amigos espirituais (do princípio ao fim do texto)

Curitiba, PR, 22 de janeiro de 2007.

P.S.: A título de curiosidade, muitas das minhas experiências pessoais multimilenares (a maioria dolorida) foram escritas em forma de prosa e verso no
livro “Espiritualmente Falando”.

 

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E vote nas estrelinhas bem ao fim.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

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